semana da visibilidade lésbica e bissexual

A gente sabe bem o quanto é delicado falar de sexualidade. Lá no grupo fechado é fácil, há respeito – nem que seja porque quem fala mal o faz fora do nosso ambiente – e pluralidade. Duro mesmo é vir ao mundo, esse lugar cada vez mais chato e repressor, e descobrir que não, você não é aceito.

No caso, estamos falando de lésbicas e transexuais. O True Love convocou e estamos aqui apresentando nossas armas: esta é a 1ª Blogagem coletiva pela visibilidade lésbica e bissexual. Porque, sim, vale tudo.

A palavra lésbica foi cunhada pela poetisa Safo, que nasceu na ilha grega de Lesbos. Alguém precisa de desenho para entender? Aliás, os habitantes da ilha não gostam nadica de nada que as mulheres homossexuais usem seu nome. Em 2008 perderam em juízo um pedido para que as lésbicas fossem só as habitantes da ilha – segundo eles, insultadas pelo uso. [fonte: wikipedia em inglês, claro]

Se ser lésbica já acarreta montanhas de sinônimos – vejam o texto lindo do Jamil Cabral Sierra no Blogueiras Feministas, Levantai-vos todas -, imaginem o que acontece com quem é bissexual. Haja preconceito.

Duas mulheres corajosas já contaram suas histórias aqui no LuluzinhaCamp. E isso não é nada. Duro mesmo é sair da heteronormatividade (o padrão de homem com mulher, em pt_br) e partir para um mundo em que as diferenças são aceitas. Porque só dá pra ser livre se a gente pode ser o que é – sem padrão, sem regra pronta, sem preconceito.

Se a gente assumir que todos são humanos e têm direito de viver a vida como quiserem, o mundo fica bem mais fácil e possível. Vamos praticar, por gentileza?

P.S.: os comentários chulos ou ofensivos a este post não serão aprovados. Porque, né?, bom senso é coisa que anda em muita falta nesse mundo.