Provedor verde

Web and cloud

Pano de fundo: durante uma conversa no grupo LuluzinhaCamp, Xará pediu para contar minha experiência com um provedor verde. Não sou expert no assunto, mas vamos lá.

****************

É um “problema” bem particular, mas desde criança tenho essa preocupação incontrolável com a natureza. Uma preocupação infantil em “salvar as baleias” que me levou a estudar biologia, e ao longo do tempo progrediu para tentar privilegiar o gerenciamento parcimonioso dos recursos naturais, diminuir o consumo desenfreado, numa tentativa (muitas vezes frustradas, confesso) de minimizar no que desse o impacto ao meio ambiente das nossas ações, rotineiras ou não. De ter uma vida um pouco mais “sustentável” (embora eu não goste nada desse termo). De fazer a minha parte de alguma forma.

Então que, em um belo dia de 2012, quando comecei a pensar na concepção de uma nova empresa, me peguei procurando um provedor de websites que fosse “verde”. Para quem não sabe, a manutenção de servidores de hospedagem requer um gasto de energia incrivelmente alto, principalmente para refrigeração (tem esse textão com alguns números e fórmulas de cálculo). A energia gasta, obviamente, vem da mesma forma que na sua casa, do sistema elétrico da cidade, que por sua vez reflete a escolha de matriz energética do local. Que, como todos sabemos, ainda é extremamente baseada em fontes não-renováveis como carvão e petróleo na maioria dos países – o Brasil, por sinal, não está tão mal na fita, mas como moro nos EUA, um mau exemplo nesse quesito, minha preocupação era talvez cabível.

De acordo com o Green Geeks (que, vale dizer, é uma empresa de hospedagem “verde” americana, portanto o número pode estar superestimado para favorecê-los…), um servidor produz 630.5 kg de CO2 por ano. Mesmo que este número esteja super-estimado, acho que o valor será ainda significante, se pensarmos principalmente na quantidade de servidores mundo a fora necessários para manter nossa vida virtual ativa.

Mas então que na época em que comecei a procurar por provedor verde, encontrei esse post do Treehugger e esse outro do Studyweb com listas de provedores “verdes” e como eles conseguiam isso. Buscando mais, achei uma lista mais rígida ainda, que trazia ainda 15 perguntas para se fazer quando for contratar um provedor verde. Baseado neste último link, decidi pela Aiso para hospedar o site da nova empresa – que não era o mais barato, mas também não era uma fortuna e não muito mais caro do que já pagava na hospedagem do meu blog pessoal. Não me arrependi: 100% de energia solar utilizada por eles para manutenção dos servidores, e um atendimento ao consumidor super-eficiente e rápido, sem muito lero-lero.

(Na minha busca por provedor verde, antes de achar os links acima, cheguei a cogitar um servidor na Islândia, país cuja matriz energética é 65% geotérmica. Desisti quando vi o preço. Freud explica esse nível de loucura… 😀 )

Hoje, em 2015, a situação mudou bastante. Muitos outros servidores “verdes” apareceram  além do Aiso (iPage, Green Geeks, FatCow, and counting…) e esta parece uma (boa) tendência que vem para ficar. Os preços também vêm abaixando cada vez mais, e iPage e FatCow já estão entre as que têm opções de plano das mais baratas. Particularmente, não considero tão verdes os que apenas fazem uso de crédito de carbono, independente se 200%, 300% ou 400% da energia que você consome serão convertidos em créditos – e essa minha desconfiança é porque tenho pessoalmente críticas ao modelo de créditos de carbono em si (este site, por exemplo, será que está hospedado num provedor sustentável para começo de conversa?). Para mim, um provedor verde precisa funcionar usando 100% energia renovável – seja ela eólica, solar, geotérmica, etc. Se, além disso, a empresa de hospedagem ainda usa créditos de carbono, melhor.

(Vale ressaltar que mesmo geração de energia eólica e solar ainda tem um custo ambiental em sua manufatura, não sejamos inocentes. Mas a questão que fica é: dadas as outras opções atuais de matriz energética, em termos de tecnologia disponível que satisfaça a fome de energia da nossa sociedade em pleno funcionamento, que outra solução temos? Em tempos de >400 ppm de CO2 na atmosfera, acho que infelizmente a escolha pelo que gere menos CO2 fica inevitável, apesar deste custo.)

Mas e no Brasil? Tem provedor verde para sites?

O fato de 45% da matriz energética brasileira ser “renovável” é positiva, o que significa que a maior parte dos provedores já são verdes sem nem mesmo saber. Entretanto, neste cálculo de 45% entram a energia hidroelétrica e gerada por etanol, ambas que sabemos não serem tão verdes assim – a crise hídrica que assola o sudeste vem mostrando como o mau gerenciamento da água como recurso pode acarretar um retorno à geração de energia suja, como backup, o que é uma lástima. O etanol, por requerer extensões imensas de plantações de cana-de-açúcar para ser produzido – o que por sua vez requer desmatamento de mata nativa, com perda da biodiversidade, etc. – também tem seu preço ambiental um pouco salgado.

Dos provedores nacionais: o blog do Kinghost até menciona a tendência verde pelo mundo, mas no website da empresa, não há comentários sobre se a empresa é ou não um provedor verde. A Locaweb paga créditos de carbono e tem algumas soluções semi-verdes  propagandeadas em seu site, o que já é um começo.

Foi o que achei fazendo uma busca. Se vocês conhecem outros exemplos, por favor, deixem aí nos comentários, para a gente aumentar essa lista – porque quanto mais nomes tivermos ali, melhor pro ambiente. 🙂

Quem não perdoa está perdendo

Dente-de-Leão

Dente-de-Leão

Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar. Geoge Herbert

Vai por mim, Luluzinha: Quanto mais difícil for o perdão, maior a sua evolução por conseguir liberá-lo na vida de alguém.

Perdoar não é fácil. A gente machuca e se machuca o tempo todo. Parece que faz parte da nossa natureza imperfeita, faz parte da nossa humanidade esse constante ato de errar.

Sabe qual é o grande problema? É que para cada perdão contido você tem uma mágoa fazendo looping no seu coração. Quando a gente não desapega da dor, acaba revivendo tudo de novo e de novo e de novo.

Pare agora com este ciclo!

O dia em que eu deixei tudo para trás

Meus pais separaram-se quando eu tinha 6 anos e desde então eu cultivei muita mágoa do meu pai pelo destino que me foi negado.

Culpava meu pai por não ter a presença dele, pela falta de grana, por não ter estudado em uma escola melhor, por ter sido privada do conhecimento dele que teria me transformado num adulto totalmente diferente.

Culpava meu pai por ter sido covarde, por não ter me levado para morar com ele, por ter tido outros filhos, por não ter cumprido nenhuma das promessas que me fez na vida, por não me proteger, por não estar lá e por um sem fim de possibilidades na minha linha do tempo que dependiam dele.

Demorou mais de 20 anos para eu entender que meu pai era apenas um humano como qualquer outro. Quando eu voltei a conviver com ele, pude entender que não era desamor, longe disso, mas era o máximo que ele poderia fazer do jeito que ele é.

Soube do quanto chorou por mim, do quanto se preocupou (do jeito dele) e do quanto acreditou realmente que esteve fazendo a coisa certa.

Quando eu entendi que somos todos humanos e que todos nós temos limitações, foi mais fácil perdoar.

O perdão é deixar as mágoas para trás e seguir adiante.

É viver olhando para frente!

Perdoar é Libertar

Não importa qual é a sua crença, perdoar é libertação sempre.

Quanto tempo faz que aquela mágoa aconteceu? Será que aquela situação poderia ter acontecido diferente? Será que você esperava de alguém um comportamento que a pessoa não estava pronta para te dar? Será que tudo foi um desencontro de expectativas?

E a proporção dos problemas? Será que é tão grave assim? Será que vale mais a pena estar certo ou ser feliz?

Estas são algumas perguntas que a gente precisa se fazer constantemente.

Pedir perdão é crescimento

E como você é pura humanidade, certamente causou mágoas aos outros também. Tire da cabeça este lance de que pedir desculpas é se rebaixar. Pedir desculpas é sinal de crescimento. Reconhecer suas falhas é oportunidade de evoluir como pessoa.

Então aproveite e faça uma lista de pessoas com quem você não fala mais e crie um planejamento para pedir desculpas. A estratégia vai de caso para caso e a internet facilita muito nisto. Dá para resolver por e-mail? Resolva! Se exigir mais de você, se dê ao trabalho e aceite como parte do preço pela mágoa causada.

Faça a sua parte e esteja pronto para fracassar

Nem sempre teremos um final feliz nas reconciliações. Não espere zerar tudo e também não se obrigue a relacionar-se com alguém mesmo depois do perdão. Você não precisa repetir padrões ou manter por perto pessoas que não fazem bem a sua vida, mas você é 100% responsável pelas suas atitudes. Você pode perdoar, você pode pedir perdão. O que o outro vai fazer já não é algo que você possa controlar e muitas vezes a contrapartida é bem injusta.

Prepare-se para fracassar, mas tenha em mente que fazer sua parte já vai te fazer sentir muito melhor. <3

Luluzinhas

lulu

Normalmente no Brasil quando vemos um grupo de meninos reunidos dizemos “Olha lá o clube do Bolinha!” e quando vemos meninas reunidas chamamos de? Clube da Luluzinha!!

Já rolou um post aqui da Juliana Sales sobre como surgiu o nome do LuluzinhaCamp. E agora trago para vocês de onde vem essa expressão.

Com orgulho posso dizer que este nome se refere a um personagem das histórias em quadrinho criada por uma das primeiras quadrinistas mulheres a ter seu reconhecimento no mundo: a Marjorie Henderson Buell, conhecida como Marge.

Luluzinha apareceu pela primeira vez em 23 de fevereiro de 1935 e foi desenhada por Marge até 1947. Depois disso ela mantinha o controle criativo das tiras selecionando quais iriam ser publicadas.

022335

Primeiro desenho da personagem

Apesar da autora não ter criado sua personagem com um viés feminista, Luluzinha falou por si e se tornou uma referência quando falamos de personagens feminina dos quadrinhos e na época foi referência de movimentos feministas.

Por aqui ela apareceu na década 60, época em que as mulheres estavam começando a viver momentos transformadores como sua entrada na universidade, o uso da minissaia e a possibilidade do divórcio.

A personagem  inteligente, travessa, sincera e cativante não deixava que os meninos a passasse para trás e demonstrou que poderia tanto quanto eles. Nas suas histórias o personagem Bolinha mantinha um clube exclusivamente para meninos cujo o lema era “Menina não entra!” e com seus cachinhos e vestido vermelho Luluzinha tentava driblava a tentativa do garoto.

Tendo vida longa, Luluzinha apareceu em vários produtos e recebeu reimpressões no Brasil. Hoje, assim como a Mônica, temos uma versão jovem da personagem.

Luluzinhas são assim todas essas meninas/mulheres que não param quietas, que questionam, que se movem e que transformam!

🙂

Filmes infantis: “Aviões: fogo e resgate”

**contém spoilers**

Vamos muito ao cinema, eu e meu filho. Eu adoro a telona e ele herdou a cultura de assistir e depois conversar sobre o filme, falar sobre a história e sobre o que poderia melhorar ou o que foi mais legal no roteiro.

Eu sempre tento adicionar à sessão, nessa nossa conversa, algo mais sobre valores que eu acho que o filme deveria passar ou tocar… Então, não evito filmes comerciais, mas é natural aquela crítica básica depois de assistir quando o filme deixa a desejar.

Noutro dia a gente assistiu “Aviões: Fogo e resgate”.  Como feminista eu sempre tento ser otimista com relação à filmes pra crianças, mas costumo ver filmes da Disney com um pouquito de desconfiança. O primeiro filme da série, Aviões (2013) é um bom filme, visto dessa perspectiva, porque apresenta duas fortes personagens sendo parte da história e não apenas um troféu para outros personagens (embora não passe no teste de Bechdel).

Na segunda versão eu perdi um pouco das esperanças: apesar da personagem Dynamite ser uma das co-líderes dos Smokejumper Cars – uns carrinhos mutcho locos que fazem coisas radicais durante os incêndios, Lil’ Dipper, a grande avioneta cargueira, é só uma tonta que passa o filme todo sendo tiete do estrelinha Dusty. Tsc.

Outro detalhe que me incomodou foi que a Dottie, a mecânica que cuida de tudo do Dusty simplesmente declara no começo do filme, quando o avião está com uma peça quebrada, que ela acha muito difícil fazer uma nova peça pra ele, que não consegue. Ora ora. Ela, que sempre deu um jeito em tudo, de repente declara terminantemente que “não dá”.
Só que no final o Maru?— também mecânico, mas da pista de aviões bombeiros – consegue consertar, fazendo o que Dottie não foi capaz de fazer. Tsc duplo.

Tirando isso, o filme é bacana. Muitos pontos positivos, mas posso enumerar três aqui, de um ponto de vista de mãe:

1. O filme dá uma tarefa altruísta para o Dusty. Antes ele só compete pelo prazer de competir. Agora seu dever é salvar vidas. 
2. O avião completa suas tarefas sem extra-poderes. Ele consegue se superar só com coragem e vontade de vencer, diferente do primeiro filme, onde ele recebe um boost e vence geral.
3. O terceiro ponto, mais importante de todos: o filme fala sobre consertar coisas ao invés de substituí-las. É um recadinho de quem luta contra a obsolescência programada. Muito amor de metareciclagem ?

O mais importante: o pequeno saiu do cinema dizendo que queria ser um avião bombeiro e salvar florestas e vidas…

Mais alguém aqui viu e queria compartilhar impressões?

Ah, tem esse post em inglês no Medium também, caso alguém se interesse 🙂

Ada lovelace day: ou parem a violência de gênero dentro da área tecnológica

Revisão textual e contribuições da programadora web: Lanika Rigues

O “Dia de Ada Lovelace” foi criado em 2009 por Suw Charman-Anderson, como resultado do apagamento da presença feminina que algumas empresas insistiam e insistem em fazer nos eventos de tecnologia, sempre optando por palestrantes homens – apesar do destaque de mulheres em diversas áreas. A data escolhida foi em outubro, para melhor acomodar as atividades de todos os participantes do grupo, mas o aniversário real de Ada Lovelace é em dezembro. Em 2015 ela fará 200 anos de nascimento.

Tratamos o preconceito como algo do passado, mas ele ainda está presente no cotidiano de forma violenta, chegando ao ponto de uma pessoa se sentir ameaçada fisicamente e não se sentir segura ao se locomover pelo simples fato de ser mulher. O apagamento também é uma forma de violência – o número de mulheres na área de tecnologia já foi maior e diminuiu. Hoje, algumas organizações realizam eventos pelo mundo em homenagem à primeira programadora e a outras mulheres de destaque, com palestras dadas por mulheres que causaram impacto nas áreas de ciência, matemática e tecnologia. Ada, mesmo reconhecida internacionalmente pelo caráter único do seu trabalho, ainda hoje possui alguns detradores que colocam em dúvida a sua autoria.

 Participe:

(lista Luluzinha Camp)   https://groups.google.com/forum/#!forum/luluzinhacamp

(dados abertos e aplicativos do governo – tecnologia e gênero)  http://edemocracia.camara.gov.br/web/hackathon-de-genero-e-cidadania/forum#.VDZVePldV9t

Se você acha esta situação ruim, descobertas fundamentais realizadas por mulheres negras que participam da academia são ainda mais colocadas em xeque – elas precisam constantemente provar a sua capacidade – e isso vem de muitos anos antes da política de cotas sequer ter a possibilidade de implementação ou discussão. Muitas cientistas nunca foram reconhecidas, e isso ajudou a disseminar a ideia de que mulheres não são aptas para os números: Lisa Meitner fez cálculos que permitiram a descoberta da fusão nuclear; Rosalin Franklin fez a fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA; Nettie Stevens descobriu os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas. Por fim Hedy Lamarr, que durante a Segunda Guerra Mundial criou um aparelho de comunicação capaz de despistar radares nazistas – esta tecnologia serviu de base para criar o celular. Nos casos em que a equipe ganhou o prêmio Nobel, as mulheres muitas vezes não foram citadas, sequer como co-autoras!

Lady Ada, por Lisa Congdon. Fonte: http://www.vlsci.org.au/page/publications

Se falamos em pouco progresso, em 2014 houve o #gamergate: as ofensas não eram críticas somente à capacidade, mas apenas e tão somente devido ao fato de ser mulher. Em uma indústria que se diz de ponta, seria de se esperar que a maneira de tratar a mulher devesse ser também avançada, mas o que vimos foi a comunidade gamer ignorar, minimizar e distorcer um acontecimento e ainda espalhar fotos de uma desenvolvedora de jogos nua. Lembrando que o machismo pode ser reproduzido por outros gêneros e não se restringe apenas ao masculino.

Na contramão disso houve o engajamento e a declaração da artista Emma Watson, que lançou a campanha He for She. Nele, ela reafirma que o protagonismo, discussão e liderança no feminismo são das mulheres, sempre; o programa incentiva a parceria, apoio e reflexão dos homens na luta pela igualdade dos gêneros na prática e diz que a presença masculina é mais que bem-vinda.

Filha do poeta Lord Byron e Annabella Milbanke – chamada pelo esposo carinhosamente de Princesa dos Paralelogramos – Augusta Ada Byron foi fruto de um casamento que durou pouco e teve pouca convivência paterna. Tinha saúde delicada, e teve como tutora na área a matemática Mary Sommerville (que traduziu para o inglês Mécanique Céleste de Laplace).

Em 1833 aos 18 anos Ada Byron foi apresentada a Charles Babbage, que era amigo de Mrs Somerville, em uma festa na corte. Fascinada com a máquina analítica após visitar o laboratório de Babbage, acompanhou suas pesquisas e mais tarde se dedicou a traduzir um artigo de Luigi Menabrea “De sur la máquina analytique”. As notas que a “Encantadora dos Números” escreveu tinham o triplo do tamanho do que traduzira, mais longas do que o texto em si. A tradução a levou a escrever o primeiro algoritmo para calcular números de Bernoulli.

Após o casamento, Ada tornou-se Lady Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, mãe de três filhos. Era uma mulher à frente do seu tempo, que flertou abertamente e protagonizou vários escândalos – por isso parte da sua correspondência foi perdida, destruída pelo marido. A continuidade de seu trabalho científico foi prejudicada pela falta de interlocutores após a doença e falência de Babbage. Parte ainda se prejudicou pelo seu hábito de fazer apostas em cavalos e a fragilidade do seu estado de saúde se acentuou quando substituiu suas refeições por vinho e ópio.

Hoje conhecida como Ada Lovelace, Lady Ada é considerada a primeira programadora da história pois escreveu o que se considera o primeiro algoritmo a ser interpretado por uma máquina. Segundo historiadores, a maior contribuição de Lady Ada à programação foi vislumbrar que o computador mecânico poderia fazer outras operações além de simplesmente fazer contas com números – operações complexas relacionadas à composição musical, por exemplo.

Notas de Lovelace foram publicadas pela primeira vez no The Ladies’ Diary, e no livro de Richard Taylor Memoirs Científica Volume 3 em 1843 como AAL. O algoritmo teria funcionado se a máquina de Babbage tivesse realmente sido construída, mas o projeto só foi realmente efetivado em 2002 pelo Museu da História do Computador, em Londres.

 

Participe mais:

http://luluzinhacamp.com/sobre/

http://mulheresnacomputacao.com/

https://www.facebook.com/GiTSaoPaulo/

https://www.facebook.com/onumulheresbrasil

https://www.facebook.com/femininolivre/

https://pt-br.facebook.com/nucleogetec

https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

 https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

(traduza) http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Meetup/Ada_Lovelace_Edit-a-thon_2013_-_Brown

 

Biografias e livros :

A Passion for Science: Stories of Discovery and Invention

http://findingada.com/book/ada-lovelace-victorian-computing-visionary/

Negras e Negros Inventores, Cientistas e Pioneiros – Contribuições para o desenvolvimento da humanidade http://leiaoestatutodaigualdaderacial.blogspot.com.br/2013/01/negras-e-negros-inventores-cientistas-e.html

Essinger, James: (2013) A Female Genius: How Ada Lovelace Started the Computer Age.

Ada´s Algorithm: How Lord Byron’s Daughter Ada Lovelace Launched the Digital Age (lançamento out/2014) http://www.theatlantic.com/technology/archive/2014/09/before-computers-people-programmed-looms/380163/

Walter Isaacson (mesmo autor da biografia do Steve Jobs) : lançamento out/2014 THE INNOVATORS How a Group of Hackers, Geniuses, and Geeks Created the Digital Revolution. New York Times (em ingles) http://www.nytimes.com/2014/10/09/arts/walter-isaacsons-the-innovators-studies-computer-wizards.html

J Baum, The Calculating Passion of Ada Bryon (Hamden, 1986).

M Elwin, Lord Byron’s family : Annabelle, Ada, and Augusta, 1816-1824 (London, 1975).

D L Moore, Ada, Countess of Lovelace: Byron’s Legitimate Daughter (London, 1977).

D K Stein, Ada : A Life and a Legacy (Cambridge Mass., 1985).

B A Toole, Ada, the enchantress of numbers : a selection from the letters of Lord Byron’s daughter and her description of the first computer (Mill Valley, Calif., 1992).

 

 Saiba ainda mais:

https://www.adafruit.com/about

16 outros grandes nomes femininos na computação https://www.sdsc.edu/ScienceWomen/

Vídeos sobre Ada Lovelace http://mulheresnacomputacao.com/2013/10/15/ada-lovelace-day-2013/

Biografia de Lovelace em quadrinhos http://sydneypadua.com/2dgoggles/lovelace-the-origin-2/

presença em peso de mulheres em evento de tecnologia – qual a diferença? http://www.ebc.com.br/tecnologia/galeria/imagens/2012/10/latinoware-2012-se-destaca-pela-grande-presenca-de-mulheres

https://www.facebook.com/GarotasCPBr

http://mulheresnatecnologia.org/evento

http://www.hackagenda.com.br/

http://ada.vc/

 

(patrocine)

 https://www.indiegogo.com/projects/ada-lovelace-day-live-2014

http://observador.pt/2014/08/21/bonecas-com-profissoes-ligadas-querem-inspirar-criancas/

http://rodadahacker.com/quanto-custa-uma-rodada-hacker-uma-conta-de-papel-de-pao/

 

Doodle de 2012 em homenagem ao primeiro dos programadores da história : 197º aniversário de Ada Lovelace

fonte: google http://www.google.com/doodles/ada-lovelaces-197th-birthday

 

Referências:

http://findingada.com/blog/2009/01/05/ada-lovelace-day/

http://www.newscientist.com/blogs/shortsharpscience/2009/03/ada-lovelace-day.html

http://www.geledes.org.br/racismo-e-preconceitos/casos-de-preconceito/

http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/Biographies/Lovelace.html

http://www.britannica.com/eb/article-9049130/Ada-King-countess-of-Lovelace

http://blogs.estadao.com.br/link/as-pioneiras-que-a-tecnologia-esqueceu/

http://www.miniweb.com.br/atualidade/tecnologia/artigos/ada_%20byron.html

http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-coisas-que-voce-deveria-saber-sobre-ada-lovelace/

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/paisagem-fabricada/2012/10/22/ada-lovelace-a-primeira-programadora/

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/internacional/noticia/2014/10/12/evolucao-da-tecnologia-nao-seria-a-mesma-sem-as-mulheres-150665.php

http://operahouse.com.br/blog.php?u=ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia

http://blogs.estadao.com.br/link/quem-e-ada-lovelace-e-por-que-ela-tem-um-dia/

http://www.dirigida.com.br/news/pt_br/ada_lovelace_a_primeira_programadora_do_mundo_r7/redirect_10678055.html

http://br4d4.wordpress.com/tag/ada-lovelace/

http://www.softwarepublico.gov.br/O_que_e_o_SPB

http://thinkolga.com/2014/04/11/as-seguidoras-de-ada-lovelace/

http://jurassicdos.blogspot.com.br/2012/10/ada-lovelace-day.html

(discussão sobre programador/programadora)

http://vidadeprogramador.com.br/2011/09/03/desde-quando-mulher-sabe-programar/

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/mulherio/ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia-4/

Mostre seu amor

Temos selinhos para o seu site ou blog.
Pegue o seu.

Outubro Rosa

Outubro Rosa 2014

Blogroll

Page 1 of 1212345...10...Last »