Blogueiras Negras promovem I Encontrão em Recife, São Paulo e Belo Horizonte

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[Momento orgulho total absoluto preto radiante: vai ter Encontrão das Blogueiras Negras. Muito orgulho das mulheres negras em luta, que se encontram, se qualificam cada dia mais para a luta delas – que é mais feia que a das brancas. Emocionante viver isso. Orgulho muito destas mulheres irmãs.]

O I Encontrão Blogueiras Negras é momento de formação contemplando as novas práticas de combate à violência doméstica contra a mulher, pensando, sobretudo no combate ao racismo e misoginia dentro e fora da internet. Nossas oficinas vão discutir temas estratégicos sobre os direitos sexuais e reprodutivos, como o aborto, autonomia e direito ao próprio corpo, a partir criação de narrativas construídas por e para mulheres negras. Sendo esse espaço pensado para o acolhimento das mulheres negras.

Com o objetivo de promover a reunião em diferentes cidades (São Paulo, Recife e Belo Horizonte), o Encontrão visa informar, capacitar e fortalecer o posicionamento dessas mulheres quanto ao combate ao racismo, opressão de gênero com ênfase na violência de doméstica, promovendo a palavra como meio de luta através de diferentes ferramentas de comunicação e as novas mídias.

As oficinas, simultâneas e continuadas, levarão informação para as mulheres sobre os temas segurança virtual, feminismo negro, escrita criativa, rap e poesia, audiovisual, criação de blog e fanzine. As oficineiras convidadas para o Recife, Jéssica Ipólito do blog Gorda e Sapatão e Rayza Oliveira do Cine club Bamako trarão transversalmente os temas relacionados ao feminismo negro e combate as violências.

Além das oficinas, haverá ainda a Feira das Pretas com afroempreendedoras expondo e vendendo suas produções como roupas, bijuterias, acessórios, comidinhas e afins.Pensando no necessário acolhimento das crianças, haverá uma creche solidária para que as mamães possam participar das oficinas com maior tranquilidade, sabendo que suas crianças estarão sob cuidados de outras mulheres negras, dedicadas a garantir a segurança, bem estar e diversão através da apresentação de filmes, contação de estórias, leitura, por exemplo.

Para encerrar esse momento tão especial, haverá atrações culturais para tornar ainda mais inesquecível nosso momento final de confraternização quando vamos comemorar todo esse tempo em que tivemos com as mãos dadas construindo novas teias narrativas de vida e de possibilidades.

As inscrições para as oficinas em Recife podem ser feitas no site: http://encontraoblogueirasnegras.com/pernambuco/

E as Afroempreendedoras podem se inscrever em:
https://docs.google.com/forms/d/1mg9b6ywE1mylNpwDflTygczKHV19R_27UUcMDkOXz3A/edit?ts=57ef07c1

Descontos: Mulheres negras que são Blogueiras Negras, Blogueiras Feministas e Mulheres Trans tem desconto nas oficinas!

 

Variável:

Em Recife, o Encontrão será no próximo dias 22 e 23 de outubro, no Museu da Abolição.
Em São Paulo, nosso Encontrão será no próximo dia 19 e 20 de novembro, no CCJ.
Em Belo Horizonte, nosso Encontrão será dia 12 e 13 de dezembro, no local ainda a confirmar.

Serviço
O que:
I Encontrão Blogueiras Negras
Onde: Recife (Museu da Abolição) São Paulo (CCJ), Belo Horizonte
Quando: 22 e 23 de outubro; 19 e 20 de novembro; 12 e 13 de dezembro
Insçricões: http://encontraoblogueirasnegras.com/ http://encontraoblogueirasnegras.com/pernambuco/

Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe

marcha das vadias 2015_RJ_midia ninja

“A cada dois dias, uma brasileira (pobre) morre por aborto inseguro, problema ligado à criminalização da interrupção da gravidez e à violação dos direitos da mulher”.

Eu sempre fui contra o aborto, e mais: sempre disse que jamais faria um. Repetia todos as frases prontas e preconceituosas que a maioria das mulheres “pró-vida” repetem à exaustão. 

Sempre namorei; relacionamentos longos, estáveis. Alguns, com caras legais, outros nem tanto e uma vez achei que estava grávida do namorado mais babaca que tive. Os pais dele disseram, na minha cara, que se eu estivesse grávida, mandariam ele pro exterior. Eu fiquei chocada com aquilo, mas, aos 20 anos, era uma bobona e não revidei, não respondi e, felizmente, não estava grávida. Se estivesse, minha mãe disse que me apoiaria, caso eu quisesse abortar. Tenho certeza que era por causa do cara. O namoro terminou no ano seguinte.

Alguns anos depois, namorando o sujeito que viria a ser meu marido, descobri que estava grávida: tomava pílula e ela falhou. Acontece. Estávamos juntos há pouco tempo, não tínhamos nada estruturado e eu nem sabia se queria ter filhos, com ele ou com outra pessoa. 

Naquela época, eu não sabia absolutamente nada sobre feminismo, aborto, nada. Era o auge do blog Mothern e seu Livro de Visitas cheio de informações importantes. E foi ali, naquele ambiente seguro, que contei minha história e fui acolhida o tempo todo.

Mas foi uma colega de trabalho que sussurrou um nome: um médico conhecido pelos abortos seguros, recomendado, inclusive, por outres ginecologistas. 

Marquei consulta, o namorado foi comigo. O médico esclareceu todas as nossas dúvidas e foi enfático: pensem bem e tomem a decisão mais consciente, porque não tem como voltar atrás, em nenhum dos casos. Por fim, fizemos o aborto, numa clínica, de forma segura e orientada. 

O pós aborto, no entanto, foi muito duro, pra mim: tive crises de pânico, fiquei deprimida, me senti um lixo, a pior das mulheres. A tal culpa católica bateu forte. 

Poucas pessoas souberam e dessas poucas, uma ou duas me julgaram por suas próprias réguas: foi quando senti, na pele, que falar sobre aborto ainda era um tabu muito grande. Eu não tinha com quem conversar sobre esse e outros assuntos e me sentia muito sozinha. Felizmente, o feminismo surgiu na minha vida alguns anos depois. Foi então que descobri muitas coisas sobre esse assunto, entre elas, que fui muito privilegiada e sortuda por ter tido acesso a um aborto seguro, com meu namorado ao meu lado e principalmente, por ter tido a chance de escolher não seguir com uma gravidez indesejada.

Defender a descriminalização do aborto é defender que todas as mulheres, sem exceção, tenham o direito a autonomia sobre nossos corpos, nossas vidas, nossos planos e sonhos. Uma gravidez acontece a dois. Evitar, prevenir, planejar, é responsabilidade do homem e da mulher. Mas não é o que acontece no Brasil. Aborto é caso de saúde pública, já que o número de mulheres que morrem em decorrência de procedimentos mal feitos é muito alta. 

Não vou me alongar mais. Pra quem quiser saber mais, deixo o link que me motivou a escrever esse relato: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-09-20/clandestinas-retratos-do-brasil-de-1-milhao-de-abortos-clandestinos-por-ano.html

 

Por todas nós. Pela autonomia dos nossos corpos. Pela vida das mulheres. 

foto: Midia Ninja – CC-BY-SA

Aborto, de novo e sempre, legal para todas

A primeira coisa que me aconteceu hoje foi encontrar a matéria da TPM sobre professoras que foram desligadas de universidades por defenderem a legalização do aborto. [Você pode conferir clicando no link: http://revistatrip.uol.com.br/tpm/professoras-defendem-a-descriminalizacao-do-aborto-e-sao-desligadas-de-universidades]

Eu parei de escrever pela legalização do aborto há muito tempo porque, depois de um post contra o Estatuto do Nascituro no finado blog 300 – que nunca parou de receber comentários pra lá de esdrúxulos – eu traumatizei.

No Brasil, além das questões estruturais e próprias da política neste momento específico, há uma cegueira e um silêncio eterno a respeito não só de nós, mulheres, mas também sobre as nossas questões.

Em recentes audiências públicas sobre o assunto, tive o desprazer de ver mulheres falando tanta babosa que a gente poderia fazer uma fábrica de hidratante sem medo.

O raciocínio é simples:

Todo indivíduo é igual perante a lei.

O Estado é laico – portanto não é sujeito a leis religiosas e a fé é livre.

A saúde pública é direito de todos e dever do Estado.

É também dever do Estado tratar e cuidar de todos os seus cidadãos de forma igual.

Isso é Constituição, certo? Vale para todo mundo? Não.

Então porque as mulheres não podem fazer laqueadura a qualquer momento de sua vida? (Não, não podemos, os médicos não fazem, se recusam mesmo que a pobre implore ou peça de joelhos, mesmo que cumpra a regra: maior de 25 anos OU dois fihos).

Por que diabos somos vítimas de violência obstétrica o tempo todo?

Por que somos obrigadas a ter filhos?

O Brasil tem uma montanha de leis que se sobrepõem à Constituição – que garante igualdade de direitos – e impedem as mulheres de dizerem o que querem para si e como querem. Vai daí que mesmo mulheres que legalmente têm direito ao aborto (em caso de estupro, risco à vida ou impossibilidade de sobrevivência do feto já é legal) não conseguem fazer o procedimento na rede pública.

Se você duvida, veja (ou reveja) o sofrimento de Severina.

Existem, hoje, não só projetos de lei que propõem exatamente a legalização. Existem centenas de projetos também que estão à caça dos pouquíssimos direitos que a mulher hoje tem de dizer o que quer ou não em seu corpo. Ninguém é obrigada a seguir grávida. Um punhado de células não pode se sobrepor à vontade de uma mulher adulta – ela, sim, cidadã. Isso é tão mínimo, tão básico, que chega a ser absurdo ainda termos que discutir o assunto.

Mas temos que falar. E as professoras foram demitidas exatamente porque falaram. Porque fazem pesquisas e conversam sobre isso com seus alunos.

Outro dia, num táxi, usei outro raciocínio simples com pessoa religiosa – e parece que funcionou. Porque eu tenho que seguir o que você acha? É muito simples: numa democracia cada um faz o que acha, de acordo com suas crenças. Exatamente por isso é direito da mulher brasileira decidir que não quer ser mãe. Porque ela não quer e ponto. Sem justificativa, sem prestar contas a quem quer que seja. Se a pessoa é religiosa e acha que é errado, que não faça.

A crença é livre – e você pode ser da umbanda, do candomblé ou da corrente evangélica que escolher, ninguém mete a colher, certo?

O corpo é pessoal e intransferível, bem como a vida. O impacto de um filho é algo absolutamente irreversível. Criança exige atenção, cuidado, dedicação absoluta – e não é por um tempo, é pelo resto da vida. As mulheres sabem disso, sabem que, em geral, não contam com companheiros para dividir a carga. Muitas de nós querem sim ter filhos – e estamos aqui prontas para ajudar todas a conquistar seu desejo da melhor forma. E quem não quer?

A criminalização das cidadãs brasileiras que não querem filhos (ou não querem este filho) é um absurdo. Temos o direito de resolver quando, como e se queremos filhos. Não somos chocadeiras (nem objetos).

Com a epidemia de Zika à solta o tema voltou. E ninguém menos que Dráuzio Varella diz tudo o que outros não podem (ou devem, por medo de demissão e outro tipo de retaliação) http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160201_drauzio_aborto_rs

Foto: Unsplash, Mario Azzi

Ada lovelace day: ou parem a violência de gênero dentro da área tecnológica

Revisão textual e contribuições da programadora web: Lanika Rigues

O “Dia de Ada Lovelace” foi criado em 2009 por Suw Charman-Anderson, como resultado do apagamento da presença feminina que algumas empresas insistiam e insistem em fazer nos eventos de tecnologia, sempre optando por palestrantes homens – apesar do destaque de mulheres em diversas áreas. A data escolhida foi em outubro, para melhor acomodar as atividades de todos os participantes do grupo, mas o aniversário real de Ada Lovelace é em dezembro. Em 2015 ela fará 200 anos de nascimento.

Tratamos o preconceito como algo do passado, mas ele ainda está presente no cotidiano de forma violenta, chegando ao ponto de uma pessoa se sentir ameaçada fisicamente e não se sentir segura ao se locomover pelo simples fato de ser mulher. O apagamento também é uma forma de violência – o número de mulheres na área de tecnologia já foi maior e diminuiu. Hoje, algumas organizações realizam eventos pelo mundo em homenagem à primeira programadora e a outras mulheres de destaque, com palestras dadas por mulheres que causaram impacto nas áreas de ciência, matemática e tecnologia. Ada, mesmo reconhecida internacionalmente pelo caráter único do seu trabalho, ainda hoje possui alguns detradores que colocam em dúvida a sua autoria.

 Participe:

(lista Luluzinha Camp)   https://groups.google.com/forum/#!forum/luluzinhacamp

(dados abertos e aplicativos do governo – tecnologia e gênero)  http://edemocracia.camara.gov.br/web/hackathon-de-genero-e-cidadania/forum#.VDZVePldV9t

Se você acha esta situação ruim, descobertas fundamentais realizadas por mulheres negras que participam da academia são ainda mais colocadas em xeque – elas precisam constantemente provar a sua capacidade – e isso vem de muitos anos antes da política de cotas sequer ter a possibilidade de implementação ou discussão. Muitas cientistas nunca foram reconhecidas, e isso ajudou a disseminar a ideia de que mulheres não são aptas para os números: Lisa Meitner fez cálculos que permitiram a descoberta da fusão nuclear; Rosalin Franklin fez a fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA; Nettie Stevens descobriu os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas. Por fim Hedy Lamarr, que durante a Segunda Guerra Mundial criou um aparelho de comunicação capaz de despistar radares nazistas – esta tecnologia serviu de base para criar o celular. Nos casos em que a equipe ganhou o prêmio Nobel, as mulheres muitas vezes não foram citadas, sequer como co-autoras!

Lady Ada, por Lisa Congdon. Fonte: http://www.vlsci.org.au/page/publications

Se falamos em pouco progresso, em 2014 houve o #gamergate: as ofensas não eram críticas somente à capacidade, mas apenas e tão somente devido ao fato de ser mulher. Em uma indústria que se diz de ponta, seria de se esperar que a maneira de tratar a mulher devesse ser também avançada, mas o que vimos foi a comunidade gamer ignorar, minimizar e distorcer um acontecimento e ainda espalhar fotos de uma desenvolvedora de jogos nua. Lembrando que o machismo pode ser reproduzido por outros gêneros e não se restringe apenas ao masculino.

Na contramão disso houve o engajamento e a declaração da artista Emma Watson, que lançou a campanha He for She. Nele, ela reafirma que o protagonismo, discussão e liderança no feminismo são das mulheres, sempre; o programa incentiva a parceria, apoio e reflexão dos homens na luta pela igualdade dos gêneros na prática e diz que a presença masculina é mais que bem-vinda.

Filha do poeta Lord Byron e Annabella Milbanke – chamada pelo esposo carinhosamente de Princesa dos Paralelogramos – Augusta Ada Byron foi fruto de um casamento que durou pouco e teve pouca convivência paterna. Tinha saúde delicada, e teve como tutora na área a matemática Mary Sommerville (que traduziu para o inglês Mécanique Céleste de Laplace).

Em 1833 aos 18 anos Ada Byron foi apresentada a Charles Babbage, que era amigo de Mrs Somerville, em uma festa na corte. Fascinada com a máquina analítica após visitar o laboratório de Babbage, acompanhou suas pesquisas e mais tarde se dedicou a traduzir um artigo de Luigi Menabrea “De sur la máquina analytique”. As notas que a “Encantadora dos Números” escreveu tinham o triplo do tamanho do que traduzira, mais longas do que o texto em si. A tradução a levou a escrever o primeiro algoritmo para calcular números de Bernoulli.

Após o casamento, Ada tornou-se Lady Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, mãe de três filhos. Era uma mulher à frente do seu tempo, que flertou abertamente e protagonizou vários escândalos – por isso parte da sua correspondência foi perdida, destruída pelo marido. A continuidade de seu trabalho científico foi prejudicada pela falta de interlocutores após a doença e falência de Babbage. Parte ainda se prejudicou pelo seu hábito de fazer apostas em cavalos e a fragilidade do seu estado de saúde se acentuou quando substituiu suas refeições por vinho e ópio.

Hoje conhecida como Ada Lovelace, Lady Ada é considerada a primeira programadora da história pois escreveu o que se considera o primeiro algoritmo a ser interpretado por uma máquina. Segundo historiadores, a maior contribuição de Lady Ada à programação foi vislumbrar que o computador mecânico poderia fazer outras operações além de simplesmente fazer contas com números – operações complexas relacionadas à composição musical, por exemplo.

Notas de Lovelace foram publicadas pela primeira vez no The Ladies’ Diary, e no livro de Richard Taylor Memoirs Científica Volume 3 em 1843 como AAL. O algoritmo teria funcionado se a máquina de Babbage tivesse realmente sido construída, mas o projeto só foi realmente efetivado em 2002 pelo Museu da História do Computador, em Londres.

 

Participe mais:

http://luluzinhacamp.com/sobre/

http://mulheresnacomputacao.com/

https://www.facebook.com/GiTSaoPaulo/

https://www.facebook.com/onumulheresbrasil

https://www.facebook.com/femininolivre/

https://pt-br.facebook.com/nucleogetec

https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

 https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

(traduza) http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Meetup/Ada_Lovelace_Edit-a-thon_2013_-_Brown

 

Biografias e livros :

A Passion for Science: Stories of Discovery and Invention

http://findingada.com/book/ada-lovelace-victorian-computing-visionary/

Negras e Negros Inventores, Cientistas e Pioneiros – Contribuições para o desenvolvimento da humanidade http://leiaoestatutodaigualdaderacial.blogspot.com.br/2013/01/negras-e-negros-inventores-cientistas-e.html

Essinger, James: (2013) A Female Genius: How Ada Lovelace Started the Computer Age.

Ada´s Algorithm: How Lord Byron’s Daughter Ada Lovelace Launched the Digital Age (lançamento out/2014) http://www.theatlantic.com/technology/archive/2014/09/before-computers-people-programmed-looms/380163/

Walter Isaacson (mesmo autor da biografia do Steve Jobs) : lançamento out/2014 THE INNOVATORS How a Group of Hackers, Geniuses, and Geeks Created the Digital Revolution. New York Times (em ingles) http://www.nytimes.com/2014/10/09/arts/walter-isaacsons-the-innovators-studies-computer-wizards.html

J Baum, The Calculating Passion of Ada Bryon (Hamden, 1986).

M Elwin, Lord Byron’s family : Annabelle, Ada, and Augusta, 1816-1824 (London, 1975).

D L Moore, Ada, Countess of Lovelace: Byron’s Legitimate Daughter (London, 1977).

D K Stein, Ada : A Life and a Legacy (Cambridge Mass., 1985).

B A Toole, Ada, the enchantress of numbers : a selection from the letters of Lord Byron’s daughter and her description of the first computer (Mill Valley, Calif., 1992).

 

 Saiba ainda mais:

https://www.adafruit.com/about

16 outros grandes nomes femininos na computação https://www.sdsc.edu/ScienceWomen/

Vídeos sobre Ada Lovelace http://mulheresnacomputacao.com/2013/10/15/ada-lovelace-day-2013/

Biografia de Lovelace em quadrinhos http://sydneypadua.com/2dgoggles/lovelace-the-origin-2/

presença em peso de mulheres em evento de tecnologia – qual a diferença? http://www.ebc.com.br/tecnologia/galeria/imagens/2012/10/latinoware-2012-se-destaca-pela-grande-presenca-de-mulheres

https://www.facebook.com/GarotasCPBr

http://mulheresnatecnologia.org/evento

http://www.hackagenda.com.br/

http://ada.vc/

 

(patrocine)

 https://www.indiegogo.com/projects/ada-lovelace-day-live-2014

http://observador.pt/2014/08/21/bonecas-com-profissoes-ligadas-querem-inspirar-criancas/

http://rodadahacker.com/quanto-custa-uma-rodada-hacker-uma-conta-de-papel-de-pao/

 

Doodle de 2012 em homenagem ao primeiro dos programadores da história : 197º aniversário de Ada Lovelace

fonte: google http://www.google.com/doodles/ada-lovelaces-197th-birthday

 

Referências:

http://findingada.com/blog/2009/01/05/ada-lovelace-day/

http://www.newscientist.com/blogs/shortsharpscience/2009/03/ada-lovelace-day.html

http://www.geledes.org.br/racismo-e-preconceitos/casos-de-preconceito/

http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/Biographies/Lovelace.html

http://www.britannica.com/eb/article-9049130/Ada-King-countess-of-Lovelace

http://blogs.estadao.com.br/link/as-pioneiras-que-a-tecnologia-esqueceu/

http://www.miniweb.com.br/atualidade/tecnologia/artigos/ada_%20byron.html

http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-coisas-que-voce-deveria-saber-sobre-ada-lovelace/

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/paisagem-fabricada/2012/10/22/ada-lovelace-a-primeira-programadora/

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/internacional/noticia/2014/10/12/evolucao-da-tecnologia-nao-seria-a-mesma-sem-as-mulheres-150665.php

http://operahouse.com.br/blog.php?u=ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia

http://blogs.estadao.com.br/link/quem-e-ada-lovelace-e-por-que-ela-tem-um-dia/

http://www.dirigida.com.br/news/pt_br/ada_lovelace_a_primeira_programadora_do_mundo_r7/redirect_10678055.html

http://br4d4.wordpress.com/tag/ada-lovelace/

http://www.softwarepublico.gov.br/O_que_e_o_SPB

http://thinkolga.com/2014/04/11/as-seguidoras-de-ada-lovelace/

http://jurassicdos.blogspot.com.br/2012/10/ada-lovelace-day.html

(discussão sobre programador/programadora)

http://vidadeprogramador.com.br/2011/09/03/desde-quando-mulher-sabe-programar/

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/mulherio/ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia-4/

Camila Achuti no Papo Acima da Média

Camila Achutti no Google Women in Tech

Camila palestrando no Google Women in Tech, que aconteceu em março de 2014

A Camila Achutti, do Mulheres na Computação, entrou no horizonte LuluzinhaCamp quando fui dar uma força pra RodAdaHacker. Foi amor à primeira vista. Grandona, ativa, ativista, a Camila, ainda por cima, é inteligente e linda!

Depois disso, claro, passei a seguir a moça por aí. Fui testemunha da sua ida para o Google, as rodas do Technovation Challenge e ela ser capa da InfoExame em março, numa matéria em que as mulheres eram o destaque.

Claro que quem conhece a Camila não se surpreende. A moça é fera mesmo e está só começando a voar. Daí que este post é pra falar um pouco de tecnologia, inovação e vontade de mudar o mundo, pelos olhos da Camila.

Daí outro dia, vi um convite dela para o hangout Papo Acima da Média, com universitários. E assisti. Foi daí que nasceu esse post, porque ouvir a Camila falar é um prazer. E ela fala sem medo de algoritmo, como fazer tecnologia e como a tecnologia é muito parecida com a vida, isso se aplica pra todo mundo – basta você ter um tiquinho de imaginação e ver o mundo de forma mais aberta.

Abaixo, as frases da Camila que me tocaram… (logo depois está o vídeo com o hangout).

Tem que testar e errar, não tem como analisar e ficar só com isso.

Eu quero mudar o Brasil. Fora eu me sinto mais uma, aqui eu me sinto catalisadora de mudanças.

A vida profissional tem que estar alinhada com o pessoal e os ideais.

Falta, no Brasil, que a academia e o mercado conversem mais.

Não acho que a faculdade vale pelas aulas. Interessa o cenário. Acho a iniciação científica uma experiência essencial.

Eu tenho como regra me expor o máximo que posso, raramente digo não para qualquer coisa logo de cara. Tudo o que me aconteceu foi por conta disso.

Façam esporte.

Se jogue.

Nos EUA – as pessoas fazem. Com tecnologia tem que testar, tem que ir e testar, nada é bem sucedido se não sair de casa e testar. Essa é a grande coisa da tecnologia de alto impacto. Não somos uma lavanderia, neste negócio é mais fácil não falhar, tem modelo pronto.

É preciso valorizar a falha, aprende3r com o erro – e conte para os outros para eles não cometerem o mesmo erro. A chance de inovadores errarem é maior.

Aqui no Brasil, as pessoas não contam as suas ideias com medo de serem roubadas. Nos EUA, já saem perguntando: como posso ajudar?

Está na faculdade? Estude muito. Tem muita linguagem, muito tudo, tem que se expor ao máximo. Claro que você não vai conhecer tudo. Para se destacar, tem que saber T – estuda muito algo específico, que você é boa, para ser conhecida, mas sabe as outras áreas.

Nunca parar de estudar. Se ficar parado é mais difícil – é preciso ler tudo: feed, twitter, Facebook.

Quais são as mulheres que inspiram a Camila? Ada Lovelace, paixão pela matemática. Valeria Aurora. Maria Gaetana, filósofa, linguista, matemática, doodle de hoje.

A maior vantagem de trabalhar como eu, em home office, é que você faz tudo o que quer, como quer. Não se contentem com empresas ruins quando existem tantas oportunidades. Se ninguém quer trabalhar com você, você está fazendo cagada.

O hangout na integra:

foto: divulgação.

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