Gestantes podem ter sua pressão arterial elevada e, quando isso ocorre a partir da 20ª semana de gravidez (segunda metade da gestação, portanto) com perda de proteínas pela urina (proteinúria), o quadro é de pré-eclâmpsia.

Quais os sintomas?

Dores de cabeça intensas e persistentes, aumento exagerado de peso, transtornos de visão, dores do lado direito do corpo (sob as costelas), náuseas, vertigem, taquicardia, sangue na urina. O inchaço (edema) nos tornozelos, pés, rosto e mãos pode aparecer, mas nem sempre. O diagnóstico é  feito através da medida da pressão arterial, avaliação de edema e dosagem de proteínas na urina.

Como o diagnóstico e o tratamento são feitos?

Se a pressão da gestante subir muito, é possível que fique internada e receba medicamentos para controlar a pressão. Estes remédios não são prejudiciais ao bebê e ele também será monitorado. Se ocorrer algum problema com o bebê (como baixo nível de líquido amniótico ou o se o bebê não estiver crescendo como o esperado) ou, ainda, se a gestante piorar, o médico pode sugerir a realização do parto, ainda que antes da hora, seja por indução ao parto normal ou cesariana. Nas primeiras 48 horas após o parto a pressão arterial será monitorada e deve ser continuar sendo observada mesmo depois que a mulher receber alta. Geralmente a pressão arterial volta ao normal após o parto, mas em alguns casos o problema persiste por mais algumas semanas, assim como o inchaço ainda pode continuar por mais um tempo.

A melhor forma de proteger a gestante e o bebê é dar a luz, caso isso não seja possível devido ao tempo de gestação o médico pode adotar outras alternativas: repouso com acompanhamento contínuo, medidas para abaixar a pressão arterial e/ou hospitalização.

Há mulheres mais suscetíveis à pré-eclâmpsia do que outras?

Sim.

  • Mulheres com mais de 40 anos;
  • Obesidade antes da gravidez;
  • Gravidez de gêmeos ou mais;
  • Histórico familiar de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia (mãe ou irmã);
  • Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório (hipertensão, diabetes, problemas renais, lúpus);
  • Pré-eclâmpsia ou eclâmpsia em gestação anterior;
  • Parceiro diferente entre uma gestação e outra (a mulher volta a ter risco como se fosse a primeira gestação, mesmo não tendo apresentado pré-eclâmpsia anteriormente).

Quais os riscos?

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave e afetar vários sistemas do corpo. Ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, por isso é perigosa para o bebê, limitando seu crescimento. Além disso, se a pressão arterial subir demais e a gestante tiver convulsões, o quadro terá evoluído para a eclâmpsia, colocando a gestante e o bebê em grande risco. A eclâmpsia pode pode levar ao coma ou ser fatal.

Estou grávida/vou engravidar, o que eu faço?

Pré-eclâmpsia e eclâmpsia são graves, entretanto devem ser prevenidas precocemente. Converse com seu médico, informe a ele todo seu histórico (da sua saúde e das mulheres da família), faça todos exames em dia e, ao sinal de qualquer sintoma ou algo atípico, converse com ele/ela.

Você já passou por isso ou conhece alguém que passou? Deixe seu depoimento nos comentários, ele pode ser valioso para as atuais e futuras gestantes. =)

Fontes: ABC da Saúde, Baby Center.

Foto: Arwen Abendstern, em CC.