Os últimos dois posts desse blog tiveram origem numa discussão em nosso grupo sobre o vídeo “Não Gosto de Meninos”. Um curta brasileiro inspirado no Projeto It Get’s Better. Idealizado por Dan Savage, jornalista americano que decidiu fazer algo ao ver os altos índices de suicídio entre jovens LGBT’s. Dan usou a internet para dizer aos jovens, que sofrem diariamente com o preconceito e a intolerância, que as coisas vão melhorar. O projeto se transformou em um grande movimento social que gerou inúmeros vídeos e teve a adesão de diversas pessoas incluindo Presidente Obama e profissionais LGBT’s que trabalham em empresas de tecnologia como Google, Apple e Pixar, entre outras.

Infelizmente, durante nossas discussões constatamos que o preconceito contra bissexuais é ainda maior. Pois muitas vezes sofrem preconceito dentro e fora do gueto LGBT. As pessoas sentem uma necessidade de encaixotar pessoas em rótulos e estereótipos, parecem temer acreditar no amor como algo menos idealizado e mais humano. Sentir atração por alguém é algo que existe no íntimo de cada um. Porque alguém que decide gostar de meninos e meninas precisa ser obrigado a decidir se é hétero ou homo? Não lutamos por pluralidade e diversidade?

Como disse a Beth em “Bi”cho Estranho:

Amo homens e mulheres. Não escolhi ser assim, do desejo ninguém foge, seria mais fácil não ser. No entanto, cada vez mais eu percebo que certas coisas a gente não escolhe, quem amar principalmente. Isso simplesmente é. E sendo, não tem muita escolha… A gente vive e pronto!

E a Natane em É só respeito, gente:

Não é que eu não queira fazer parte de nada. Eu quero é fazer parte de tudo. Eu não quero definir para não criar paredes. Eu não quero escolher porque mudo o tempo inteiro, todos os dias. E acho que tudo bem mudar.

O que todos queremos é respeito por quem somos. Qual a razão de odiar alguém que ama outra pessoa? O sexo? Depois de anos sendo seres inteligentes e criando milhares de coisas fantásticas, vamos nos definir apenas pelo sexo? Quero acreditar que não, prefiro que não haja definição e que o amor seja livre para escolher seus destinos. Somos pessoas e não robôs pré-programados para amar apenas x ou y. Por isso, continue levantando a cabeça, as coisas vão melhorar, você não está sozinho, estamos lutando com você para que isso aconteça.