Nós vamos ao Google I/O e precisamos da sua ajuda

logo google I/015

Orgulho pouco é bobagem. Duas mulheres da nossa comunidade, Camila Achutti e Bianca Brancaleone, foram selecionadas para ir ao Google I/O. E o que era festa virou desespero. Só de entrada são 900 dólares. Some a isso passagens aéreas, estadia (mesmo em hostel, cobrada em dólares) e um dinheirinho pra comer e a conta fica, por conta do câmbio, em R$ 3.500 para cada uma fácil.

A Bianca estava desesperada e nós resolvemos intervir. Sim, o LuluzinhaCamp quer você – e a sua contribuição – para enviar estas duas mulheres guerreiras, trabalhadoras da nossa internet, para Mountain View e São Francisco, viver em primeira mão não só as novidades do Google, mas também como é o racionamento e a seca no primeiro mundo.

Como não vai dar tempo de criar um projeto colaborativo como deveria ser no Catarse, a gente está colocando aqui embaixo um botão de doação. Você doa quanto puder, através do PagSeguro e nós vamos prestar contas não só da arrecadação como dos custos e gastos das nossas duas “enviadas”.
Capa da página Mulheres na Computação no Google+

Camila Achutti:

Camila Achutti tem 23 anos é Engenheira de Software da Iridescent, ONG americana de ensino e formação científica e tecnológica e Influenciadora digital na FIAP, onde esta liderando a Maratona de Aplicativos. Fundadora do blog Mulheres na Computação, Embaixadora do Technovation Challenge Brasil e Fellow do Brazil Innovators. Formada em Ciência da Computação pelo IME-USP e também mestranda pela mesma instituição, estagiou no Google em Mountain View e voltou para o Brasil decidida fazer o que ama: mostrar o poder de transformação da tecnologia e empreendedorismo!

Interessada em incentivar, discutir, difundir…assuntos relacionados a tecnologia e empreendedorismo. Com um pequeno detalhe: sob a ótica de uma jovem mulher!

Lidera atividades, principalmente para jovens, de ideação e prototipação de aplicativos! Ministra palestras sobre a questão de gênero na tecnologia em empresas e eventos.

  • (já resolveu a passagem, gentilmente oferecida pela FIAP)
  • 4 dias no Hostel Downtown -> $198 = 653 reais(gentilmente oferecida pela Fernanda Wieden)
  • ingresso $900 = 2.970 reais(gentilmente oferecida pelo Google)

facebook: https://www.facebook.com/camila.achutti

twitter: @CamilaAchutti

instagram: @camilaachutti

 

Bianca Brancaleone no Technovation Challenge, Sorocaba, SP, fevereiro de 2015

Bianca Brancaleone:

Sou de SP, me mudei pra Sorocaba há 1 ano e meio e moro com o Gui (que conheci pela internet pelos idos do Weblogger e ICQ) e com o Pacato. Tenho 27 anos, me formei em design e pós-graduei em Arquitetura da informação. Desde os 17 trabalho com web (comecei como designer), mas com 14 já fazia cursos pra aprender HTML no bloco de notas usando ~~frames~~

Adoro ler sobre tecnologia, ciência, comportamento, filosofia e afins. Minhas abas estão sempre lotadas (normalmente sobre textos com esses temas). Gosto bastante de cozinhar, de pintar camisetas, não gosto de ouvir música enquanto trabalho, gosto de tênis, estrelas, cores pastéis e de verde (não pastel), hahah!

Meu FB: https://www.facebook.com/bianca.brancaleone

Meu Pinterest (amo/sou Pinterest): https://www.pinterest.com/biabe/
Linkedin: https://www.linkedin.com/pub/bianca-brancaleone/8/855/432

 

  • Passagem aérea: US$ 665,00
  • Hospedagem: US$ 230,29
  • Alimentação/transporte: US$ 600,00

 

Nossa meta é arrecadar R$ 3.500,00 reais pra cada uma das moças o suficiente para que a dupla consiga ir. Isso vai dar conta do recado. Faremos atualizações semanais aqui e em nossos canais de comunicação para mostrar os resultados. Prestaremos conta de cada centavo arrecadado.





 

Como retribuição:

Vamos produzir posts e palestras para os quais você será convidada(o)

Camila vai produzir vídeos, que serão publicados oportunamente, liberados para todo mundo.

A nossa ideia é compartilhar tudo com vocês, que vão ajudar as nossas mulheres a irem a Mountain View e São Francisco descobrir as entranhas do Google – e todas as novas tendências.

 

UPDATE
 


UAU! Hoje, 13 de abril, contabilizamos R$1282,94 em doações. Agradecemos a:

  • Cintia Costa
  • Mariana Marcondes
  • Diego Yoneyama de Toledo
  • Bruno Longo
  • MARCIO MAZZA
  • Renata Alvetti Benevolo
  • Marina de Oliveira
  • Neep Host
  • Michel Porcino
  • Flávia Silva Alves
  • Cintia Danielle Buarque Vanderlei
  • raulmangolin
  • pxzin
  • HELOISA ANDRADE DE PAULA
  • Dex Works
  • Débora Pescuite Gonçalves Batista
  • Maytê de Carvalho Soares
  • Lidiane Silva Faria
  • MAÍRA CARVALHO TERMERO
  • Luiz Gustavo Gavinho
  • Ana Paula de Luca

Cada um doa quanto pode, quem não pode divulga, todos ganhamos.

Semana da mulher 2015

Marcha das Vadias 2013

@EliMafra @Doduti e @FrancineEmilia na Marcha

A gente vai começar os trabalhos com o encontro de domingo aqui em São Paulo – parece que também haverá encontro no Rio, mas não tivemos (ainda) confirmação das cariocas…

A Camila Achutti organizou, com as maiores empresas de TI, a 1a Semana da Mulher na Tecnologia, que será linda, tem evento pra todos os gostos e saberes – inscrevam-se, participem, divulguem.

E a gente pode se preparar para os descalabros. Tenho encontrado muitas notícias que valem não só post, mas longas discussões sobre sexismo. Preparem o espírito crítico, afiem o inglês e enfrentem a leitura enquanto a gente não consegue uma tradução (vale também usar o Tradutor do Google):
1. Katharine Zalenski, CEO de startup, reconhece que sempre foi um ser horrível com mulheres-mães, na Fortune: http://fortune.com/2015/03/03/female-company-president-im-sorry-to-all-the-mothers-i-used-to-work-with/

2. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) soltou estudo dizendo que a diferença nos ganhos entre mulheres e homens diminui muito pouco em todo o mundo e que, se continuarmos neste passo, levaremos mais 70 anos para conseguir igualdade salarial… Via Guardian: http://www.theguardian.com/money/2015/mar/05/gender-pay-gap-remain-70-years-un

Divulguem os eventos, evitem cair na armadilha do silêncio.

Dicas práticas para economizar água

sistema cantareira seco

São Paulo está vivendo hoje a maior ameaça de falta de água crônica das últimas décadas. A maioria dos paulistanos, acostumados à fartura, embora tenha aprendido na escola que a água é um recurso precioso e pode acabar um dia, sempre pensou nisso como um conceito abstrato, algo que nunca chegaria a acontecer nesta encarnação, mas em um futuro apocalíptico distante.

O futuro apocalíptico distante é uma realidade passada e presente para muitos brasileiros. Eu cresci em meio a uma grande crise de falta d’água (combinada com hiperinflação) na década de 80.eu o Pessoas de classe média, em casas de classe média, carregando baldes de água com a ajuda dos filhos e parentes, para casa. Meu pai fez uma grande cisterna em casa. Grande mesmo, do tamanho de um quarto. Uma pessoa consegue ficar em pé dentro dela. Instalou duas caixas d’água em casa. E em algum ponto da década de 90, furou um poço artesiano. Quando a água não vem da rua, o poço é ativado. Hoje, quando falta água, a vizinhança recorre a ele e aos vizinhos que fizeram coisas semelhantes.

No começo da minha vida adulta, morei numa casa na região da Costa Verde do Rio, herdada do pai do meu ex-marido, em uma região que tinha zero saneamento básico fornecido pela cidade. A casa tinha um poço tradicional, com uns 40 ou 50 anos de idade, perfeitamente funcional. Mas não havia água para abastecer a caixa d’água, água nas torneiras, nada. Se você queria água, você pegava com o balde. Você não tem ideia do quanto você aprende a se virar quando a água não vem pela torneira.

Vamos deixar bem claro uma coisa: sabemos que só cerca de 10% da falta d’água é culpa do consumo residencial. Mas na hora do aperto, você e sua família vão ter que aprender a se virar com menos ou quase nada. Ficam aqui as minhas dicas:

Escovar os dentes usando um copo pequeno, daqueles de 150ml, funciona muito bem. Com um pouco de prática, você consegue escovar até com meio copo.

A água da SABESP não é confiável. Você pode investir em um filtro Philips direto na torneira como fazemos aqui em casa, mas no frigir dos ovos o bom e velho filtro de barro ainda salva vidas. As velas são consumidas espantosamente rápido em São Paulo. Você vai ter que aprender a se policiar.

Aprendendo a tomar banho com pouca água (sim, banho de balde e caneca! Mas dá pra quebrar o galho até com pote de sorvete. Sério.)

a.    Lavando o cabelo: Molhe o cabelo em pé. A água escorrerá o suficiente pelo corpo. Passe o xampu e se ensaboe. Enxague o xampu e boa parte do sabão escorrerá do corpo. Use o condicionador. Enxague o condicionador e o resto do sabão já terá ido embora. Lave as partes íntimas com o que sobrar.

b.    Banho só de corpo: Invista em uma bucha natural. Passe a bucha molhada na água de um recipiente pequeno pelo corpo. Ensaboe. Passe a bucha molhada pelo corpo retirando o sabão. Enxague a bucha, repita o processo. Lave as partes íntimas com a água que sobrar.

E se puder, coloque uma bacia larga embaixo de você para coletar a água que cai durante o seu banho e usar na descarga do vaso.

*Falando nisso, tem uma invenção de uns caras de Porto Alegre, um novo chuveiro inteligente, que diz quanto você gasta de água e luz durante o banho e guarda o registro para até cinco pessoas.

Como lavar louça com pouca água.

Lição 1: toda água será reaproveitada na medida do possível.

Lição 2: Água quente salva vidas.

Vale pra todas as situações: use um arejador na pia. Se não tiver um, feche a torneira e deixe um fio d’água. Veja qual o mínimo de água que você consegue usar para lavar alguma coisa. Você vai ficar surpreso.

Use um só copo ao longo do dia. Uma garrafa para ciclistas de água e uma xícara para sucos, café etc.

Raspe todos os restos de comida que você puder antes de colocar a louça na pia.

Panelas engorduradas não devem se misturar com louça sem gordura. No fogão mesmo você pode borrifar vinagre para ir soltando a gordura da panela. Deixe o vinagre agir um pouco. Enquanto isso, esquente meio litro de água. Não precisa ferver. Leve a panela engordurada na pia vazia e vá jogando a água quente em um fio sobre a gordura. Boa parte dela deve sair só com isso. Esfregue a panela com a esponja bem ensaboada, enxague com o resto da água.

Para quem tem microondas eu gosto de dar uma bela enxaguada na esponja, colocar um pouco de detergente nela, e com ela úmida deixar ela por um minuto no microondas. Isso desinfeta a esponja e ajuda a remover os últimos resíduos de gordura.

Se você é do tipo que gasta pouca louça e mora sozinho e lava as coisas assim que suja: Coloque um container dentro da pia. Pode ser uma forma de bolo, uma frigideira, um pote de sorvete. Eu prefiro coisas em que caiba um prato dentro. Daí, lavou seu copo? A água vai pro container. Se tiver um prato dentro, ele vai ser coberto pela água e a sujeira já vai soltando. Tem algum copo com resto de coisa agarrada no fundo? Posicione embaixo daquele que você está lavando e deixe a água diluir o resíduo.

Se você tem uma família de quatro pessoas como eu: panelas maiores na pia, pratos e potes e panelas menores dentro das maiores, copos fora da pia com água o suficiente para diluir a sujeira (um ou dois dedos) e um ou dois copos com os talheres dentro, cabos voltados para cima, água cobrindo até o começo dos cabos. Eu começo pelos copos. Ensaboo eles e deixo de lado. Vou ensaboando os itens menores e empilhando todo mundo do lado da pia. A água do enxague dos itens menores vai removendo a sujeira de pratos, potes etc que ficam na pia. Caso algum item ensaboado ainda me pareça um pouco engordurado, eu jogo um pouco de vinagre em spray nele. Eu passo a esponja no interior da panela com a água do molho dentro dela mesmo.

A água acumulada vai para um balde, que servirá para usar na descarga. Encheu demais? Balde.

Vaso sanitário, esse fedido. Não sou muito fã de vasos com reservatório porque eles quebram à toa, mas para reuso da água eles são uma maravilha. Vários prédios estão com programas de estímulo à troca de vasos. Se tiver a oportunidade, troque! Existe um novo botão de descarga dual, com fluxos de água diferentes para líquidos e sólidos.

Então você começou a dar menos descarga e acumular xixis, mas o vaso começou a ficar com aquele cheiro característico de bar. Duas coisas: bicarbonato de sódio e borra de café.

Máquina de
Lavar – Eu troquei a minha por um modelo mais econômico de tombamento com tecnologia inteligente de uso de água. Como a gente trabalha com o que a gente tem, capte a água que sai da máquina e use na descarga e na faxina da casa. Se a sua máquina for de tampa no topo, há tutoriais da internet para reutilizar a água da máquina e lavar duas levas de roupa com a mesma água. Existem algumas máquinas de lavar que já têm esse recurso de aproveitar a água para duas lavagens.

Carro se lava com balde e pano úmido. Não importa de onde vem a água da mangueira, desperdício É desperdício.

Quintal: recolha as fezes do seu cachorro como faria na rua. Tente educá-lo para fazer em um só lugar, de preferência perto do ralo. Seque o xixi com jornal. Tente limpar apenas o lugar onde está sujo, ao invés de lavar o quintal inteiro. E use água captada da chuva, do banho ou da máquina de lavar.

Capte água da chuva.

Você não precisa ser refém das más decisões do governo.

Se você mora em casa, seu telhado é um grande captor de água da chuva sendo desperdiçado. Coloque caixas d’água adicionais. Bote uma calha no telhado. Inclina essa laje. Bota uma piscina de criança no quintal apertado. Faça uma cisterna com sistema de filtragem para guardar a água acumulada. Dá até agonia ver tanta água potável escorrendo literalmente pelo ralo. Se for um recurso legal em seu município, faça um poço artesiano. É caro, mas você pode ser uma fonte de água para você e seus vizinhos em uma emergência.

Se você mora em apartamento, tudo depende de você e dos seus vizinhos. Veja com a síndica como colocar um sistema de captação de água da chuva no teto do prédio e calhas aparando a chuva das paredes, garagens etc. Se bate chuva na sua janela, você pode usar um plástico para coletar essa chuva. Se não bate chuva de jeito nenhum, você pode pedir a um vizinho para fazer isso. Se você coletou água demais e o vizinho não tem, doe essa água. Assim o prédio economiza como um todo.

Quer reclamar com o governo? Exija que eles recolham a água das regiões alagadas e levem para ser descontaminada e reutilizada. É um absurdo que a água não saia das torneiras, mas esteja inundando casas porque a infraestrutura é ruim.

P.S. da LuFreitas: confira as iniciativas da Aliança pela Água. E quando puder, assista à conversa que rolou na Casa de Lua sobre o assunto: http://youtu.be/A_0kY-1kOdw. E não perca o lindo texto da Eliane Brum publicado no El País. http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/02/opinion/1422883484_909975.html

20 dicas de lugares para beber no Rio (de verdade!) – por @edugoldenberg

Cristo Redentor, karoljanat, CC by-nc-nd

E aí que dia desses eu estava no twitter, quando por indicação de um querido Adolpho (@adolphopereira) fui olhar a timeline do Edu Goldenberg (@edugoldenberg), pois ele estava dando dicas de bares no Rio de Janeiro. Dicas muito mais legais e mais vida real que as dicas apresentadas pelo jornal local.

Comecei a retuitar os tuites dele porque as dicas eram (e são) de fato muito boas! E aí a Dona Lu Freitas pediu pra eu reunir tudo em um post e publicar aqui para que alcançasse mais pessoas. Então estou aqui, compartilhando em forma de texto, as dicas preciosíssimas do Edu.

A lista, divulgada pelo Edu é para quem aprecia o Rio de Janeiro de verdade, boêmio, do samba, com muito axé (como ele mesmo diz), não tem os barzinhos da moda, e nem aqueles que não vendem cerveja.

O Edu também é um grande entusiasta da Tijuca, bairro do Rio de Janeiro (melhor bairro, segundo ele), e também dá várias dicas de bares apenas lá, em seu excelente blog: https://butecodoedu.wordpress.com 

Espero que curtam!

 
 

01) Café e Bar Almara, na rua Barão de Iguatemi (Praça da Bandeira), com Brahma 600ml a R$ 5,00 – no @barurca e sua mureta sai por R$ 10,00.

02) Adonis, em Benfica, aquele que é pra mim, ao lado do Bar Brasil, o melhor chope da cidade, tirado de uma legendária torre de bronze;

 03) Bar Brasil, na avenida Mem de Sá, na Lapa, chope de respeito e servindo comida alemã da melhor qualidade, há mais de 100 anos;

04) Toca do Baiacu, na rua do Ouvidor, ao lado da mais carioca das livrarias, a Livraria Folha Seca, do Comendador Rodrigo Ferrari;

05) Bar do Bode Cheiroso, na General Canabarro, comandado pela mesma família desde a década de 40 – na Tijuca;

06) Bar Niki, no Largo da Segunda-Feira, com sua comovente orla na calçada, ombrelones e comida da melhor qualidade;

07) Bar do Joel, na Doutor Satamini, o único que vende sambiquira (sobrecu de frango) e uma cerveja que vem trincando de tão gelada;

08) Café e Bar Aldila, na Professor Gabizo, com cerveja gelada e bolinho de bacalhau perfeito a R$ 1,00 a unidade (repito, UM REAL!);

09) Galeto Rex, na rua do Matoso, que serve o melhor frango assado da Terra, a melhor rabada, tudo por um preço honestíssimo;

10) Café e Bar Britania Rio, na Desembargador Isidro, que além da cerveja estupidamente gelada serve também ostras frescas todos os dias.

 
 

Outra lista, também do Edu, apenas com bares na zona sul carioca e que foram “esquecidos” pelo pessoal do ~jornal~:

01) Adega Pérola, na rua Siqueira Campos, em Copacabana. Chope honesto, um comovente balcão de frutos do mar, e a presença da velha-guarda;

02) Bar Pianense, na rua Marques nº 11, em Botafogo, junto à COBAL do Humaitá. Butecão de respeito com cerveja estupidamente gelada;

03) Real Chope, em Copacabana. Apesar da proibição do uso desse nome por um dono de bar escroto (em frente), é e será sempre o Real Chope;

04) Galeto Sat´s. Não é um bar (é quase), é um restaurante. Mas tem um senhor chope e um coração de galinha e um galeto que valem a pena;

05) Barbada, na Praça Santos Dumont, na Gávea, o anti-Baixo Gávea. Pé-sujo, cerveja gelada, beber lá é um ato de resistência;

06) Embalo Bar, na rua Dias Ferreira. Se não é um dos grandes, ao menos é um não rotundo à babaquice que impera no bairro do Leblon. Vale!;

 07) Dino Bar. Um lixo comovente no começo da São Clemente, em Botafogo. Um verdadeiro hospital de almas com cerveja muito gelada!;

 08) Céu da Guanabara, em Laranjeiras. Pequeno, barulhento, pé-sujo, mal frequentado como só os grandes bares o são. Um portento!;

 09) Bar Rebouças, no Jardim Botânico. Excelente bar, uma frequência péssima (tricolores e reacionários). Ideal para beber falando bem do PT;

 10) Oásis, no Catete. Um lixo. Minúsculo, balcão comprido, cerveja gelada e comida verdadeira de botequim sem frescura alguma!

 PS.: Edu é daquelas pessoas que eu não conheço pessoalmente, mas que de tanto ser elogiado por amigos em comum, sinto como se meu amigo fosse também. Meu maior desejo, além de conhecê-lo pessoalmente, é o de provar sua tradicional Feijoada da Apuração, cuja narração no carnaval passado me fez salivar.

Foto: karolajnat via Compfight cc

Melancolia

por do sol

Melancolia não é uma palavra que circula com facilidade em nossos lábios. Não fofocamos sobre o quão melancólico é o novo diretor de TI da empresa ou listamos os lugares mais indutores a melancolia, como uma praia chuvosa ou uma solitária manhã congelante de geada nas montanhas.

No entanto, deveríamos prestar mais atenção na melancolia e até mesmo procurá-la de tempos em tempos.

Melancolia é uma espécie de tristeza que chega até nos quando nos abrimos ao fato de que a vida é inerentemente difícil e que o sofrimento e a decepção são partes fundamentais da experiência de vida, de maneira universal. Não é uma doença que precisa ser curada.

A sociedade moderna tende a enfatizar a felicidade e a alegria. Mas temos que admitir que a realidade é feita em sua maior parte de dor e perda. Uma vida boa não é imune à tristeza e o sofrimento contribui diretamente para nosso desenvolvimento.

Às vezes você se sente triste e não consegue nem mesmo saber o porquê. Não é por um motivo específico que sente esta dor aguda. Você se sente de uma forma como se toda a sua vida estivesse pedindo lágrimas.

Melancolia é um estado mental chave e é um dos mais valiosos pois liga a dor à sabedoria e a beleza. Nosso sofrimento não é meramente caótico – a marca de uma falha ou um erro – ele pode ser conectado à coisas admiráveis. Com frequência, a tristeza pode simplesmente fazer todo o sentido.

Sentimos melancolia quando consideramos:
1 – As coisas que amamos são transitórias
Ontem nunca irá voltar. Todos os dias damos um passo para mais perto da morte. As pessoas que nos cuidaram quando éramos crianças ou mais jovens, estão se tornando velhos. Estaremos seguindo pelo mesmo caminho e declinaremos também em breve.

2 – As verdades mais escuras da condição humana
Ninguém verdadeiramente entende ninguém, a solidão é básica e universal. Toda vida tem sua medida de vergonha e tristeza. Passamos nossas vidas lutando por coisas que a maioria não consegue – e se conseguimos, rapidamente ficamos desapontados.
Crescemos, nos deparamos com problemas com dinheiro, dificuldades em construir nossas carreiras, vícios, conflitos políticos, doenças e frustações em relacionamentos.
Por fim, nada que façamos importa. Nossas vidas – nossos amores e preocupações, nossos sofrimentos e nossos triunfos – todos serão levados apagados pelo tempo.
3 – Arrependimentos
Todas as coisas que você deveria ter dito para sua avó antes de sua morte. Nós aprendemos muito tarde. Você desperdiçou anos. Todos nós temos desperdiçado. Você só pode evitar o arrependimento se desligar sua imaginação, recusando-se a considerar como as coisas poderiam ter sido.
4 – As contradições de estar vivo
Muitas das coisas que mais desejamos estão em conflito: se sentir seguro, mas também livre; ter dinheiro mas não ter de ser escravo do salário; estar em comunidade mas não ser sufocado pelas expectativas e demandas dos outros; viajar e explorar o mundo e ainda assim fincar raízes; atender nosso apetite por comida, bebida, sexo e preguiça de ficar no sofá e ao mesmo tempo estar magro, sóbrio, fiel e saudável.
A sabedoria da atitude da melancolia (em oposição ao amargo ou o raivoso) encontra-se no entendimento que a tristeza não é só sobre você, que você não foi jogado fora, mas que seu sofrimento pertence à humanidade em geral. Muitas vezes nossos sofrimentos são egocêntricos, nós os vemos como infortúnios especiais que vem em nossa direção. A melancolia rejeita isso. Tem uma visão muito mais aberta, muito menos pessoal. Muito daquilo que é doloroso e triste em nossas vidas pode remeter a coisas gerais sobre a vida: sua brevidade; o fato de que não podemos perder oportunidades, as contradições do desejo e a auto-gestão. Tais coisas se aplicam a todos, então a melancolia é generosa. Você sente essa tristeza pelos outros também, por “nós”. Você sente pena da condição humana.
Sentir essa pena da condição humana nos faz pessoa melhores. Isso faz com que nossa expectativa sobre a conduta humana seja mais precisa. Quem quer que esteja comigo sofrerá das mesmas dificuldades que eu, em geral. Não é de se supreender se eles sairem um pouco dos trilhos, se mentirem de vez em quando, se mudarem de ideia sem nenhuma razão (ou se recusarem a mudar de ideia mesmo quando se há uma boa razão). Nós somos melancólicos quando entendemos que há problemas profundos essencialmente ligados a sermos humanos. E para levar isso para dentro do coração é necessário ser mais compassivo.
Religiões têm sido advogadas da melancolia. A publicação cristã “The book of Common Prayer” apresenta uma declaração a ser recitada em funerais:

“Homem nascido de uma mulher tem pouco tempo para viver e é cheio de misérias. Cresce e é cortado, como uma flor. Em meio à vida, estamos na morte.”

Desperta um pensamento melancólico universal… No funeral de um ente querido, não estamos apenas testemunhando a passagem de uma vida, somos convidados a ver um ao outro – e nós mesmos – como animais mortos . Isso não deve nos fazer desesperados, mas sim mais tolerantes, mais amáveis e mais capazes de nos concentrar no que realmente importa, enquanto ainda há tempo.

Texto original em: http://www.thebookoflife.org/in-praise-of-melancholy/

Paula Maria é Psicóloga, terapeuta formativa e escritora. Confeiteira e bordadeira, paciente e brava. Capixaba, 28 anos. Em busca do seu caminho e de tentar ajudar a fazer um mundo melhor.

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