Logo que cheguei ao Centro de Exposições hoje, o Nick Ellis me perguntou: você sabe quantas mulheres vieram este ano? Como eu não tinha a menor idéia, pedi a resposta ao Sérgio Amadeu. Segundo o coordenador de conteúdos da Campus Party. Balanço total: na edição de 2008, quando fomos três mil campuseiros, havia 10% de mulheres (umas 300). Em 2009, segundo Amadeu, foram 20% em seis mil inscritos (1.200). Este ano, somos 25% – mas o número de inscritos cresceu exponencialmente – somos seis mil só entre os que acampam e tem muita gente no vai e volta para casa, pro hotel, etc. (depois faço update com os números absolutos).

Como já contei lá no Ladybug, o evento está muito maior. Mais organizado e um tanto mais confortável. E hoje tivemos o nosso primeiro LuluzinhaCamp FlashCampusParty! Presentes: @lilianeferrari, @elimafra, @meninaquejoga, @crisvilasboas, @francineemilia, @claudiamello, @viviane e gente nova cujo nome neste instante me escapa (vocês têm direito a reclamar nos comentários). O melhor de tudo foi compartilharmos as descobertas feitas aqui.

Francine, aquartelada no local, conta que o pior de tudo é a hora do banho. Os containers – com exceção de um – estão nivelados de forma errada e a água, em vez de correr para o ralo vai para o lado errado. Além disso, Francine nos contou que, exceto blogueiros e gamers, os moços não são exatamente simpáticos com as mulheres. Não é à toa que o número de mulheres não aumenta mais, ela avisa.Respeito é bom e todo mundo gosta.

Durante a tarde já tinha acontecido uma coisa engraçada. Enquanto eu conversava com a Bia Granja, da Pix, sobre as mulheres na Cparty – sim, este foi o tema do dia, por conta do debate que rolou na área de Exposições, do qual a Liliane participou – a Tatiana, que fazia uma palestra na área de software livre sobre o uso do 3D para aplicações práticas (que foi bem bacana) fazia uma piada com o cor de rosa que apareceu na sua apresentação transfigurada pelo projetor. “Está cor de rosa para compensar a falta de mulheres”. Sim, falta mulher nas comunidades de software livre, robótica e modding.

Para fechar a noite, Silvio Tanaka, Fernando Mafra, Otubo e outros fotógrafos nos surpreenderam com o projeto aleatório “CampusBabe” inspirado no FlickrBabe. No blog, as campuseiras serão retratadas pelos mestres das lentes. Claro que a gente se divertiu muito com a graça.

Como nem tudo é alegria, amanhã é dia sério e de muito trabalho. Às 15h45 começa, no CampusBlog, o debate O Direito e a Internet, mesa da qual participará a @ladyrasta e que servirá de plataforma para lançarmos a Rede de Proteção aos Blogueiros. É um passo importante para a gente começar a se defender melhor e criar agendas próprias, em vez de reagir a processos, ações e notificações extrajudiciais. Conto com todas as Luluzinhas – presentes e distantes – para debater esta questão. Prometo updates no twitter durante toda a história, combinado?

Alerta: sexta-feira no meio da tarde vamos fazer outro LuluzinhaCamp surpresa. Preparem seus corações, histórias e câmeras.

foto: amfdesigner, em cc