Technovation Challenge – etapa SP

Visão da área de apresentação dos projetos, CCSP, 29 abril 2015

Ontem as queridonas do Technovation Challenge Brasil me convidaram para ser judge dos apps da etapa SP. Gente! O que foi aquilo? Estou morta de amor com farofa até agora. [E nem a desgraceira que está acontecendo no Paraná diminui o sentimento. Significa]

Pra vocês entenderem:

Nos últimos meses, meninas de 10 a 18 anos se dedicaram a criar um aplicativo que solucionasse um problema real de suas comunidades, participando do maior programa do mundo para mulheres em tecnologia, o Technovation. Agora, elas vão apresentar suas startups para o mercado e para experts no assunto. 

Contamos com a sua presença para incentivar e inspirar essa nova geração de empreendedoras, e para homenagearmos juntos o Dia da Educação! Anota na agenda: 29 de abril, das 18h às 22h, no Centro Cultural SP.

O espaço Missão do Centro Cultural São Paulo tinha umas 15 ou 20 equipes com várias meninas e adolescentes de toda a cidade (ETECs, escolas particulares, EMEFs…) com ótimas ideias e prontas para ir para a briga. APPs de todo jeito, tamanho e cor, criados pelos grupos com apoio das mentoras, todos com Plano de negócios, monetização pensada (ou recusada), quase todos operando e funcionando.

Civit, um dos apps que passou para as finais

Um dos grupos vencedores: Civit – pra resolver assuntos da cidade

Posso dizer que tive o privilégio de ser tocada pela inspiração, vinda destas meninas e moças. A Alexia que chorou pra programar (e apresentou um app para alfabetizar adultos), as moças da comunidade do Real Parque que perceberam que o caminhão de lixo não quer saber de gente pobre e só passa no “lado rico” – e criaram um app pra resolver isso. Ou as meninas de Paraisópolis que trataram de inventar um app para atender a mulherada de lá (com disque denúncia integrado, claro).

As moças do TechnoGirls, que querem fazer um GPS acessível!

As moças do TechnoGirls, que querem fazer um GPS acessível!

É impressionante a capacidade das meninas de perceber o que é que está acontecendo em volta e criar um aplicativo. Dengue, GPS Acessível (para cegos), Crise Hídrica (mas ninguém avisou essas moças que era uma tragédia prevista?), jogo pra ajudar adolescentes a encontrar carreira. Durante mais de uma hora, fomos expostos a sonhos, a meninas nervosas que querem muito ir pro Vale do Silício fazer pitch dos seus projetos (este é o prêmio de quem vencer a etapa nacional).

Claro que teve sorteio (muitas camisetas, dois Chromecasts). O júri (Google, São Paulo Aberta, Ana Fontes – Rede Mulher Empreendedora – e Fundação Lemann) teve que rebolar para escolher os 3 grupos que venceram a etapa. Mas vocês querem saber a real? Cada menina que fez um aplicativo minimamente funcional já ganhou. Ganhou liberdade e asas para criar e mexer no mundo.

Este grupo inventou a Ms. Wasser, pra ajudar a combater a crise hídrica... (já que o Alckmin tá sentado em cima das mãos)

Este grupo inventou a Ms. Wasser, pra ajudar a combater a crise hídrica… (já que o Alckmin tá sentado em cima das mãos)

Claro que eu chorei litros de alegria com um dos resultados. Claro que saí de lá certa de que o Technovation Challenge é um belo caminho para a gente fazer uma educação melhor e de outro jeito. Saí impressionada com as professoras de informática da rede municipal (alô Gabi Gaborin!), com as mentoras fofas, com a energia renovada e pronta pra encarar uns trinta leões.

O Technovation tem a missão de educar e de inspirar meninas a quebrar estereótipos e ter a chance de participar ativamente da solução de problemas de sua comunidade por meio de Tecnologia. É emocionante.

E é um orgulho ver este movimento crescer, com mais de 5 mil inscritas em 2015.

Fotos: Divulgação.

Mulherada em movimento – 2015

Ok, a gente nunca foi exatamente o gênero mais quietinho do planeta. 🙂

Quero compartilhar com vocês a minha alegria com muitas mulheres poderosas que se reúnem para tentar um pouco mais de igualdade, um pouco mais de qualidade de vida, um pouco mais de expressão.

  1. A lista de mulheres para palestraraberta a indicações. A iniciativa, criada por Mariana Oliveira (@marianarrpp), Nathália Capistrano (@nathcaps) e Ana Paula Passarelli (@apassarelli) é muito legal: uma lista aberta de mulheres bacanas e competentes que topam convites para palestras. Porque, né?, a gente continua a ver milhares de eventos sem uma única mulher no painel, ou onde somos “elemento decorativo”, mesmo sendo 57% do mercado de trabalho…
  2. A iniciativa Mulheres do Brasil. Conheci através da Luiza Trajano (@luizatrajano, sim, a mulher do Magazine Luiza), no Fórum E-commerce Brasil. Centenas de empreendedoras produzindo diferenças concretas, de forma muito estruturada. Acompanhem, conheçam e, se puderem, participem.
  3. Vai rolar agora em maio, o Global Women Summit 2015, aqui em SP. Conhecido como “Davos for Women”, o Global Summit of Women (GWS) celebrará seu 25º aniversário no Brasil. O Summit será comando por Irene Natividad, também presidente do CWDI, Corporate Women Directors International, que tem como objetivo promover o aumento da participação das mulheres nos conselhos corporativos globalmente.
    No encontro, será divulgada uma pesquisa inédita com foco na América Latina, sobre a presença feminina nas grandes corporações da região.

    O Summit no Brasil irá destacar as inovações das mulheres no mercado global, como Robin Chase, que fundou a ZipCar, maior empresa de compartilhamento de carros do mundo, e Luiza Trajano, da rede Magazine Luiza (fundadora do grupo Mulheres do Brasil), e  ainda de mulheres jovens, que apesar dos nomes não serem tão conhecidos, estão criando empresas que estão renovando a tecnologia do século 21.
    O evento está chamando 200 universitários brasileiros para participar do Youth Forum. As informações estão todas no link lá no começo.

Nós vamos ao Google I/O e precisamos da sua ajuda

logo google I/015

Orgulho pouco é bobagem. Duas mulheres da nossa comunidade, Camila Achutti e Bianca Brancaleone, foram selecionadas para ir ao Google I/O. E o que era festa virou desespero. Só de entrada são 900 dólares. Some a isso passagens aéreas, estadia (mesmo em hostel, cobrada em dólares) e um dinheirinho pra comer e a conta fica, por conta do câmbio, em R$ 3.500 para cada uma fácil.

A Bianca estava desesperada e nós resolvemos intervir. Sim, o LuluzinhaCamp quer você – e a sua contribuição – para enviar estas duas mulheres guerreiras, trabalhadoras da nossa internet, para Mountain View e São Francisco, viver em primeira mão não só as novidades do Google, mas também como é o racionamento e a seca no primeiro mundo.

Como não vai dar tempo de criar um projeto colaborativo como deveria ser no Catarse, a gente está colocando aqui embaixo um botão de doação. Você doa quanto puder, através do PagSeguro e nós vamos prestar contas não só da arrecadação como dos custos e gastos das nossas duas “enviadas”.
Capa da página Mulheres na Computação no Google+

Camila Achutti:

Camila Achutti tem 23 anos é Engenheira de Software da Iridescent, ONG americana de ensino e formação científica e tecnológica e Influenciadora digital na FIAP, onde esta liderando a Maratona de Aplicativos. Fundadora do blog Mulheres na Computação, Embaixadora do Technovation Challenge Brasil e Fellow do Brazil Innovators. Formada em Ciência da Computação pelo IME-USP e também mestranda pela mesma instituição, estagiou no Google em Mountain View e voltou para o Brasil decidida fazer o que ama: mostrar o poder de transformação da tecnologia e empreendedorismo!

Interessada em incentivar, discutir, difundir…assuntos relacionados a tecnologia e empreendedorismo. Com um pequeno detalhe: sob a ótica de uma jovem mulher!

Lidera atividades, principalmente para jovens, de ideação e prototipação de aplicativos! Ministra palestras sobre a questão de gênero na tecnologia em empresas e eventos.

  • (já resolveu a passagem, gentilmente oferecida pela FIAP)
  • 4 dias no Hostel Downtown -> $198 = 653 reais(gentilmente oferecida pela Fernanda Wieden)
  • ingresso $900 = 2.970 reais(gentilmente oferecida pelo Google)

facebook: https://www.facebook.com/camila.achutti

twitter: @CamilaAchutti

instagram: @camilaachutti

 

Bianca Brancaleone no Technovation Challenge, Sorocaba, SP, fevereiro de 2015

Bianca Brancaleone:

Sou de SP, me mudei pra Sorocaba há 1 ano e meio e moro com o Gui (que conheci pela internet pelos idos do Weblogger e ICQ) e com o Pacato. Tenho 27 anos, me formei em design e pós-graduei em Arquitetura da informação. Desde os 17 trabalho com web (comecei como designer), mas com 14 já fazia cursos pra aprender HTML no bloco de notas usando ~~frames~~

Adoro ler sobre tecnologia, ciência, comportamento, filosofia e afins. Minhas abas estão sempre lotadas (normalmente sobre textos com esses temas). Gosto bastante de cozinhar, de pintar camisetas, não gosto de ouvir música enquanto trabalho, gosto de tênis, estrelas, cores pastéis e de verde (não pastel), hahah!

Meu FB: https://www.facebook.com/bianca.brancaleone

Meu Pinterest (amo/sou Pinterest): https://www.pinterest.com/biabe/
Linkedin: https://www.linkedin.com/pub/bianca-brancaleone/8/855/432

 

  • Passagem aérea: US$ 665,00
  • Hospedagem: US$ 230,29
  • Alimentação/transporte: US$ 600,00

 

Nossa meta é arrecadar R$ 3.500,00 reais pra cada uma das moças o suficiente para que a dupla consiga ir. Isso vai dar conta do recado. Faremos atualizações semanais aqui e em nossos canais de comunicação para mostrar os resultados. Prestaremos conta de cada centavo arrecadado.





 

Como retribuição:

Vamos produzir posts e palestras para os quais você será convidada(o)

Camila vai produzir vídeos, que serão publicados oportunamente, liberados para todo mundo.

A nossa ideia é compartilhar tudo com vocês, que vão ajudar as nossas mulheres a irem a Mountain View e São Francisco descobrir as entranhas do Google – e todas as novas tendências.

 

UPDATE
 


UAU! Hoje, 13 de abril, contabilizamos R$1282,94 em doações. Agradecemos a:

  • Cintia Costa
  • Mariana Marcondes
  • Diego Yoneyama de Toledo
  • Bruno Longo
  • MARCIO MAZZA
  • Renata Alvetti Benevolo
  • Marina de Oliveira
  • Neep Host
  • Michel Porcino
  • Flávia Silva Alves
  • Cintia Danielle Buarque Vanderlei
  • raulmangolin
  • pxzin
  • HELOISA ANDRADE DE PAULA
  • Dex Works
  • Débora Pescuite Gonçalves Batista
  • Maytê de Carvalho Soares
  • Lidiane Silva Faria
  • MAÍRA CARVALHO TERMERO
  • Luiz Gustavo Gavinho
  • Ana Paula de Luca

Cada um doa quanto pode, quem não pode divulga, todos ganhamos.

Provedor verde

Web and cloud

Pano de fundo: durante uma conversa no grupo LuluzinhaCamp, Xará pediu para contar minha experiência com um provedor verde. Não sou expert no assunto, mas vamos lá.

****************

É um “problema” bem particular, mas desde criança tenho essa preocupação incontrolável com a natureza. Uma preocupação infantil em “salvar as baleias” que me levou a estudar biologia, e ao longo do tempo progrediu para tentar privilegiar o gerenciamento parcimonioso dos recursos naturais, diminuir o consumo desenfreado, numa tentativa (muitas vezes frustradas, confesso) de minimizar no que desse o impacto ao meio ambiente das nossas ações, rotineiras ou não. De ter uma vida um pouco mais “sustentável” (embora eu não goste nada desse termo). De fazer a minha parte de alguma forma.

Então que, em um belo dia de 2012, quando comecei a pensar na concepção de uma nova empresa, me peguei procurando um provedor de websites que fosse “verde”. Para quem não sabe, a manutenção de servidores de hospedagem requer um gasto de energia incrivelmente alto, principalmente para refrigeração (tem esse textão com alguns números e fórmulas de cálculo). A energia gasta, obviamente, vem da mesma forma que na sua casa, do sistema elétrico da cidade, que por sua vez reflete a escolha de matriz energética do local. Que, como todos sabemos, ainda é extremamente baseada em fontes não-renováveis como carvão e petróleo na maioria dos países – o Brasil, por sinal, não está tão mal na fita, mas como moro nos EUA, um mau exemplo nesse quesito, minha preocupação era talvez cabível.

De acordo com o Green Geeks (que, vale dizer, é uma empresa de hospedagem “verde” americana, portanto o número pode estar superestimado para favorecê-los…), um servidor produz 630.5 kg de CO2 por ano. Mesmo que este número esteja super-estimado, acho que o valor será ainda significante, se pensarmos principalmente na quantidade de servidores mundo a fora necessários para manter nossa vida virtual ativa.

Mas então que na época em que comecei a procurar por provedor verde, encontrei esse post do Treehugger e esse outro do Studyweb com listas de provedores “verdes” e como eles conseguiam isso. Buscando mais, achei uma lista mais rígida ainda, que trazia ainda 15 perguntas para se fazer quando for contratar um provedor verde. Baseado neste último link, decidi pela Aiso para hospedar o site da nova empresa – que não era o mais barato, mas também não era uma fortuna e não muito mais caro do que já pagava na hospedagem do meu blog pessoal. Não me arrependi: 100% de energia solar utilizada por eles para manutenção dos servidores, e um atendimento ao consumidor super-eficiente e rápido, sem muito lero-lero.

(Na minha busca por provedor verde, antes de achar os links acima, cheguei a cogitar um servidor na Islândia, país cuja matriz energética é 65% geotérmica. Desisti quando vi o preço. Freud explica esse nível de loucura… 😀 )

Hoje, em 2015, a situação mudou bastante. Muitos outros servidores “verdes” apareceram  além do Aiso (iPage, Green Geeks, FatCow, and counting…) e esta parece uma (boa) tendência que vem para ficar. Os preços também vêm abaixando cada vez mais, e iPage e FatCow já estão entre as que têm opções de plano das mais baratas. Particularmente, não considero tão verdes os que apenas fazem uso de crédito de carbono, independente se 200%, 300% ou 400% da energia que você consome serão convertidos em créditos – e essa minha desconfiança é porque tenho pessoalmente críticas ao modelo de créditos de carbono em si (este site, por exemplo, será que está hospedado num provedor sustentável para começo de conversa?). Para mim, um provedor verde precisa funcionar usando 100% energia renovável – seja ela eólica, solar, geotérmica, etc. Se, além disso, a empresa de hospedagem ainda usa créditos de carbono, melhor.

(Vale ressaltar que mesmo geração de energia eólica e solar ainda tem um custo ambiental em sua manufatura, não sejamos inocentes. Mas a questão que fica é: dadas as outras opções atuais de matriz energética, em termos de tecnologia disponível que satisfaça a fome de energia da nossa sociedade em pleno funcionamento, que outra solução temos? Em tempos de >400 ppm de CO2 na atmosfera, acho que infelizmente a escolha pelo que gere menos CO2 fica inevitável, apesar deste custo.)

Mas e no Brasil? Tem provedor verde para sites?

O fato de 45% da matriz energética brasileira ser “renovável” é positiva, o que significa que a maior parte dos provedores já são verdes sem nem mesmo saber. Entretanto, neste cálculo de 45% entram a energia hidroelétrica e gerada por etanol, ambas que sabemos não serem tão verdes assim – a crise hídrica que assola o sudeste vem mostrando como o mau gerenciamento da água como recurso pode acarretar um retorno à geração de energia suja, como backup, o que é uma lástima. O etanol, por requerer extensões imensas de plantações de cana-de-açúcar para ser produzido – o que por sua vez requer desmatamento de mata nativa, com perda da biodiversidade, etc. – também tem seu preço ambiental um pouco salgado.

Dos provedores nacionais: o blog do Kinghost até menciona a tendência verde pelo mundo, mas no website da empresa, não há comentários sobre se a empresa é ou não um provedor verde. A Locaweb paga créditos de carbono e tem algumas soluções semi-verdes  propagandeadas em seu site, o que já é um começo.

Foi o que achei fazendo uma busca. Se vocês conhecem outros exemplos, por favor, deixem aí nos comentários, para a gente aumentar essa lista – porque quanto mais nomes tivermos ali, melhor pro ambiente. 🙂

Semana da mulher 2015

Marcha das Vadias 2013

@EliMafra @Doduti e @FrancineEmilia na Marcha

A gente vai começar os trabalhos com o encontro de domingo aqui em São Paulo – parece que também haverá encontro no Rio, mas não tivemos (ainda) confirmação das cariocas…

A Camila Achutti organizou, com as maiores empresas de TI, a 1a Semana da Mulher na Tecnologia, que será linda, tem evento pra todos os gostos e saberes – inscrevam-se, participem, divulguem.

E a gente pode se preparar para os descalabros. Tenho encontrado muitas notícias que valem não só post, mas longas discussões sobre sexismo. Preparem o espírito crítico, afiem o inglês e enfrentem a leitura enquanto a gente não consegue uma tradução (vale também usar o Tradutor do Google):
1. Katharine Zalenski, CEO de startup, reconhece que sempre foi um ser horrível com mulheres-mães, na Fortune: http://fortune.com/2015/03/03/female-company-president-im-sorry-to-all-the-mothers-i-used-to-work-with/

2. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) soltou estudo dizendo que a diferença nos ganhos entre mulheres e homens diminui muito pouco em todo o mundo e que, se continuarmos neste passo, levaremos mais 70 anos para conseguir igualdade salarial… Via Guardian: http://www.theguardian.com/money/2015/mar/05/gender-pay-gap-remain-70-years-un

Divulguem os eventos, evitem cair na armadilha do silêncio.

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